Coluna Esplanada

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PSDB isola Marconi em Goiás pela proximidade com Dilma
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Leandro Mazzini

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Marconi com Dilma, em visita recente dela a Goiânia. Foto: Folha

 

Governador de Goiás, Marconi Perillo anda em baixa com a cúpula do PSDB. Não faz parte do núcleo, que inclui o presidente, senador Aécio Neves (MG), os senadores José Serra (SP), Cássio Cunha (PB), Aloysio Nunes (SP) e FHC. Nas rodinhas, o goiano é chamado de Marconi Perigo – pela suposta ligação com o bicheiro Cachoeira.

A proximidade de Marconi com o Planalto e os afagos à presidente Dilma Rousseff – que salvou a CELG com R$ 2 bilhões – e as tratativas nem tanto sigilosas de possível filiação dele ao PSD fizeram os tucanos se afastarem do governador.


Nos debates, Aécio afaga Marconi, que se sentia abandonado pelo aliado
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Leandro Mazzini

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Marconi – ele voltou a ficar de bem com Aécio. Foto: psdb.org.br

O presidenciável Aécio Neves afagou pela segunda vez, a última no debate do SBT nesta quinta à noite, o governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás.

O tucano citou Marconi para lembrar um programa de governo, no debate da Band, e ontem lembrou novamente o Estado administrado pelo aliado.

Há meses Marconi estava se sentindo abandonado pelo presidente do PSDB, desde que o governador se tornou alvo na CPI do Cachoeira. À ocasião, aliados de ambos citaram que Aécio evitou o governador por um bom tempo, apesar de procurado, para não ter a imagem envolvida com o escândalo.

DOS DOIS LADOS

Foram afagos estratégicos. Aécio sabe que precisa de Marconi neste momento da campanha em que disputa voto a voto com Dilma. O presidenciável tucano ganhou no Estado no primeiro turno, mas não de lavada: obteve 41,54% dos votos, contra 32,10% de Dilma e 23,90% de Marina Silva.

Na campanha do primeiro turno, surgiu um movimento MariMar – Marconi com Marina, de parte da militância tucana afeita à neossocialista.

Dilma também afagou Marconi, e isso acendeu o alerta no comitê tucano, a ponto de Aécio voar para Goiânia e marcar um compromisso de campanha junto com Marconi. É que a Eletrobrás e a Caixa avalizaram um empréstimo de R$ 1,9 bilhão para a Celg – a companhia energética do Estado – que passa por crise financeira. E como Marconi citou a presidente num programa eleitoral, na TV, boatos fortes rodaram o Estado indicando que o tucano pediria votos para a petista – ou não ajudaria Aécio.


Riso elétrico em Goiás: R$ 1,9 bilhão na conta da Celg
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Leandro Mazzini

Tucano candidato à reeleição, o governador Marconi Perillo, de Goiás, está rindo à toa desde ontem. Caiu na conta do governo R$ 1,9 bilhão de empréstimo da Caixa, avalizado pela presidente Dilma, para salvar a Celg da bancarrota.

A Celg, companhia de energia de Goiás, está com dívida bilionária, e a salvação passou pelo Planalto. Informa o governo goiano que o aporte, via também Eletrobras, não significa uma federalização da companhia. Tá bom…

Quem ajudou Marconi a chegar à presidente Dilma, em audiência no Planalto, foi o médico de ambos, Alexandre Kalil, de São Paulo.


Com dívida bilionária, Goiás tenta driblar mico elétrico na Celg
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Leandro Mazzini

Um apagão memorial tomou conta do governo de Goiás e aliados.

A senadora Lucia Vânia (PSDB-GO) comemorou a venda da empresa de energia de Goiás, a Celg, para a Eletrobras por R$ 1,9 bilhão. Mas não explicou como a Celg chegou à crise financeira. E esqueceu de dizer que parte da Celg não será mais do Estado, e sim do governo federal. Goiás perdeu o controle de sua companhia.

O caso Celg – mistura de negócio com eleição – como citado ontem, segue um mistério. O governo de Goiás faria ontem cerimônia com pompas para assinar o acordo, mas recuou.  É que o documento ainda será submetido à análise do Ministério da Fazenda.

Em entrevista ao Diário de Goiás, o vice-presidente da Celg nega que seja uma federalização da companhia.

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Sem ocupação, servidores do DNIT vão trabalhar como fiscais da ANTT
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Leandro Mazzini

antt

Atualizada sexta, 22, 18h05 – As recentes concessões de rodovias federais causaram o primeiro efeito colateral administrativo no governo, e na contramão de cargos o risco de um choque de categorias.

Um reboliço tomou os corredores da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que espera chamamento de mais concursados e reivindica mais concursos.

Com a concessão das rodovias, muitos setores ficaram ociosos no Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes – braço do Ministério dos Transportes – e a solução foi remanejar servidores para a ANTT.

Agora, sem qualquer treinamento ou experiência no setor, por ora 22 servidores do DNIT que até ontem fiscalizavam obras ou atuavam em gabinetes, passarão a atuar como fiscais da ANTT nas estradas. ‘Eles continuarão servidores do DNIT, mas estarão prestando serviços à ANTT’, informa a assessoria do DNIT.

Atualização Segunda, 18, 15h20 – Em nota, a ANTT informa que “vem atuando junto ao DNIT para a transferência de conhecimento e experiências relacionadas aos trechos de rodovias federais recém concedidos da 3ª Etapa. Tal medida tem o objetivo de possibilitar que o histórico dos referidos segmentos seja transferido a ANTT, permitindo que a atuação da agência seja ainda mais forte”.

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CURTO-CIRCUITO ELEITORAL

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Vanderlan: ele não quer encrenca no seu estado, mas levou fábrica para Pernambuco. Foto: jornalopcao.com.br

Candidato ao governo de Goiás pelo PSB, o industrial Vanderlan Cardoso guarda trunfo para atacar o rival Marconi Perillo (PSDB), que tenta reeleição. É caso pessoal.

Cardoso havia negociado com a Celg, companhia de energia do Estado, mais linhas de transmissão para uma pequena cidade onde instalaria fábrica de produtos alimentícios. Coincidência ou mudança de estratégia, a Celg desistiu de investir na linha logo depois que Vanderlan anunciou sua futura candidatura contra Marconi, anos atrás.

Cardoso então ergueu a fábrica em Caruaru e tornou-se amigo e militante de Eduardo Campos. Visionário, Campos previu um potencial candidato em Goiás, e há dois anos filiou Cardoso ao PSB. Deu incentivos fiscais para fábrica de alimentos no agreste de PE.

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A CONFERIR 

Para acalmar as alas radicais contra Marina Silva, o PSB estuda lançar uma inédita chapa feminina à Presidência: Marina Silva com Luiza Erundina de vice.

TRISTES FINS

O Brasil tem histórico de perda de políticos em acidentes aéreos. Além do presidente Castelo Branco, de Ulysses Guimarães e agora de Eduardo Campos, o então governador do Rio Roberto Silveira foi vítima de queda de helicóptero em 1961 em Petrópolis.

DEVAGAR, DEVAGARINHO

Grãos petistas preocupados com o pique da candidata. A presidente Dilma se mostra mais comedida que o antecessor Luiz Inácio na mesma situação, em 2006. Nos bastidores, há séria recomendação médica para que se evite a volta de seu câncer. Perigo real e imediato, diante do estresse e da agenda cansativa.

MALAS PRONTAS

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, vai a Lima (Peru) este mês, e a Melbourne (Austrália) em setembro, para reuniões da OIT, nas quais apresentará o plano do SUT – Sistema Único do Trabalho, sobre modernização da pasta.

CHOQUE CANDANGO

Candidato de Aécio Neves ao governo do DF, Luiz Pitiman (PSDB), ex-secretário de Obras de Agnelo (PT) em 2011, conheceu por dentro o governo e partiu para o ataque: prega um choque de gestão na administração de Brasília. Assista na TV UOL e no canal da Coluna no Youtube a entrevista à Esplanada WebTV.

PONTO FINAL

Atenção, prefeitos! Benedito Cobra Filho, ex-prefeito de Borda da Mata (MG), foi condenado pelo TJ por ter pintado órgãos públicos com as cores de sua campanha.

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Pautas, sugestões, denúncias: envie e-mail para pauta@colunaesplanada.com.br


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