Coluna Esplanada

Arquivo : indústria

Ministro da Saúde compra briga com indústria do tabaco – e com a Fazenda
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Leandro Mazzini

Foto: ABr

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, deu um tiro no pé.

Comprou briga com a indústria do tabaco no Brasil: quer proibir plantações e os cigarros no País.

Mas o embate surge num momento crucial para o Governo que representa e diante de um cenário econômico instável. O setor recolhe até R$ 10 bilhões de impostos por ano e mobiliza mais de 200 mil famílias diretamente, além dos empregos gerados nas fábricas.

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BNDES financia jatinho a ‘juro ultraleve’, mas demanda cai
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Leandro Mazzini

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Mesmo na crise econômica que assola o País em vários setores, em especial na indústria, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é procurado por empresários para financiamento de jatinho executivo, um luxo bancado a juro camarada.

Mas a turma caiu na real e a demanda, idem. Segundo o BNDES, foram desembolsados R$ 29,3 milhões para apenas três compras em 2015.

Em 2014, os empresários eram mais animados: 24 deles pegaram no bancão R$ 336 milhões para adquirir aviões e helicópteros.

A taxa da linha é composta por misto de TJLP e moeda de mercado: o BNDES financia até 85% – deste índice, 70% em TJLP e 30% em moeda de mercado, a 1,5% ao ano.

Embora o BNDES informe que o “objetivo é o fortalecimento da indústria”, a grande maioria das aeronaves é tradicionalmente usada para passeio familiar e uso pessoal, não para as empresas.

O BNDES empresta o dinheiro pelo Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame), mas apenas para aeronaves produzidas no País.

Ainda de acordo com a assessoria do banco, “incide também a  taxa de remuneração do agente financeiro , cujo valor é negociado entre a instituição financeira e o cliente.

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Dilma entrega cabeça de Mantega ao mercado. Mercadante procura substituto
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Leandro Mazzini

mantega3vale

Mantega com Mercadante, em evento: todos procuram um rumo para Dilma. Foto de arquivo: ABr

As declarações da presidente Dilma Rousseff nesta quarta em Belo Horizonte, de que vai mudar a equipe econômica se vencer a eleição, confirmam o publicado pela Coluna no último dia 28: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi rifado pela chefe.

Dilma entregou sua cabeça ao mercado e já procura substituto. As declarações, antes nos bastidores para os próximos no Planalto, vieram à tona diante do avanço de Marina Silva (PSB) nas pesquisas e para acalmar os financiadores de campanha.

O artífice da substituição é o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. À Coluna, Mercadante deu o sinal, na segunda-feira, durante o debate dos presidenciáveis no SBT: ‘Primeiro vamos ganhar a eleição e depois sentamos para conversar’, em referência ao futuro do colega.

Ao contrário do que alguns especulam, Mercadante, economista conceituado na praça e no PT, não quer a vaga de Mantega. Ele sonha com a candidatura presidencial em 2018.

Convencida por Mercadante e ‘Lulistas’, Dilma mandou o chefe da Casa Civil avisar aos financiadores de campanha de que vai trocar o ministro. Mercadante já procura nome de consenso no mercado.

No último dia 28, a Coluna citou a saída de Mantega do governo, mas a presidente Dilma quer esperar para 2015. Isso porque Dilma e equipe acreditam, por ora, na vitória na eleição.

A comprovada recessão técnica, baixo crescimento do PIB e políticas paliativas como a desoneração tributária de alguns setores em detrimento de outros deixaram o empresariado muito insatisfeito com o governo e motivaram a decisão da presidente.

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Prefeitos reclamam de queda no repasse do FPM e ameaçam apoio a Dilma
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Leandro Mazzini

danilo Na tentativa de baratear os carros, incentivar a produção e evitar desemprego, a presidente Dilma agradou a indústria, mas ganhou a ira  dos prefeitos – inclusive aliados – ao renovar a isenção de IPI para o setor. O Fundo de Participação dos Municípios é alimentado em  parte pela arrecadação do imposto, e os alcaides reclamam que o repasse caiu muito de um ano para cá.

Quem alerta é o deputado Danilo Forte (PMDB-CE), relator do Projeto de Lei que repõe o Fundo, e pede celeridade na aprovação: ‘A  demanda está nos municípios e o governo fechou os olhos. Houve redução drástica nas transferências’.

O projeto de lei aumenta em 2% o índice do repasse do FPM diante das perdas na política de isenção de IPI. ‘A Dilma fez graça com o  chapéu alheio’, reclama o deputado Forte.

Segundo ele, apenas os municípios do Nordeste, Centro-Oeste e Norte perderam R$ 3,8 bilhões em receitas do FPM.

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EDUARDO X AÉCIO 

Uma provinha de que Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) vão disputar cada voto nos redutos de cada um deles. Campos e Marina Silva ‘furaram’ Aécio em Brasília. Visitaram a favela Sol Nascente, em Ceilândia, considerada a maior do País. A região é reduto eleitoral de Pitiman, o candidato tucano ao governo do DF e palanque de Aécio.

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ANATEL, UMA MÃE!

anatel

 

As novas regras da Anatel para cancelamento automático de linhas, pela internet, foram decididas há meses, e valem a partir de hoje. Mas agência resolveu ser uma mãezona para as teles. Mesmo com aviso prévio de meses, no País do jeitinho, as operadoras, acreditem, terão de 3 a 18 meses (!) para implementarem o serviço online.

A nota oficial de hoje ( leia aqui ) camufla isso e informa de maneira bem genérica. Mas a divulgada até esta segunda (7/7 – veja imagem abaixo) detalhava o procedimento: as grandes operadoras têm até fim de 2016 para instalar os serviços – ou seja, de ‘120 dias a 18 meses’. Uma bondade, e até lá, sofre o consumidor ainda. Como a imagem é pequena, pode procurar o link da nota aqui (procure no filtro por notas oficiais de Julho de 2014, do dia 7, com o título Regras da Anatel entram em vigor amanhã )

nota-uol

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ZUÑIGA UFC

Currículo de Zuñiga, o algoz que tentou aleijar Neymar: zagueiro do Nacional de Medelin e do Nápoles, cidades influenciadas por mafiosos. Não será surpresa se houver ligação do jogador. Alertada pela Interpol, a FIFA já investiga máfia russa de combinação de jogos. Ninguém escapa da lupa: nem jogadores, nem dirigentes.

PONTO FINAL

O nome completo do secretário de Obras de Belo Horizonte: José Lauro Nogueira Terror.


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