Coluna Esplanada

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Maranhão vai reconstruir escolas com verba do BNDES
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Leandro Mazzini

Escola Dom Manoel, no povoado Centro dos Toinhos, no município de Governador Niwton Bello. Foto: Divulgação

Escola Dom Manoel, no povoado Centro dos Toinhos, no município de Governador Newton Bello. Foto: Divulgação

O Governo do Maranhão sentenciou o fim das escolas de taipa no Estado.

Com crédito autorizado pelo BNDES, o governador Flávio Dino (PCdoB) inicia este mês a construção das primeiras 30 escolas para substituir unidades de taipa, madeira e telhado de palha que por décadas atendem os alunos do interior do Estado.

Um dossiê com 200 páginas nas mãos do governador revela centenas delas espalhadas pela zona rural dos municípios, sem janelas e algumas com piso de barro batido. O objetivo é derrubar todas nos próximos anos e construir unidades de alvenaria.

A situação dos rincões do Maranhão é tão desastrosa que o Governo fez um mutirão e cadastrou 7 mil cidadãos em extrema pobreza, sem documentos, que passarão a receber benefícios.

Foto: divulgação

Foto: divulgação


Dias de tensão para o Poder – Polícia cerca políticos em três Estados
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Leandro Mazzini

Estas são dias de tensão para alguns políticos enrolados em suspeitas de maracutaias. Operações da Polícia Federal e da Polícia Civil cercaram alguns deles em pelo menos três Estados desde segunda-feira.

Ontem, a Operação Sete Chaves da PF fez buscas na casa do deputado estadual João Henrique (DEM), da Paraíba, alvo de comércio ilegal de turmalinas, extraída ilegalmente no interior do Estado.

Em Parauapebas (PA), os vereadores Odilon e José Arenes foram presos por suspeitas de fraudes em licitação e venda de terrenos públicos. E no Maranhão, uma turma ligada a ex-governadora Roseana Sarney foi para o xadrez em São Luís.

Uma operação da Polícia Civil mandou para a cadeia seis gestores da Universidade Virtual do Maranhão, programa da Secretaria de Tecnologia, por desvios de R$ 34 milhões em contratos. A gestora da Univima era Olga Simão, amiga próxima de Roseana. Nas buscas foram apreendidas muitas jóias, carros e relógios em casas de alto padrão na capital.


Novo Governo do Maranhão corta R$ 15 milhões de custos com jatinho
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Leandro Mazzini

Num Estado que figura entre os lanternas do País no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), com escolas de ‘barro e palha’ nos rincões, revela o governador, Flávio Dino está estupefato com a lista de gastos desnecessários que herdou da antecessora Roseana Sarney.

Além de colocar à venda uma casa de praia, palco de banquetes para empresários e políticos, o governo acaba de cancelar um contrato com táxi aéreo que, só em 2014, consumiu R$ 15 milhões dos cofres públicos.

O jatinho era usado pela ex-governadora e o primeiro escalão para viagens – investiga-se se todas a trabalho.

‘Eu viajo de avião comercial, neste momento. Depois faremos contrato em outros termos, que não consuma R$ 15 milhões’, explica o governador.

LUPA

Na esteira de revisão de contratos com terceirizados no Estado, o do Detran com empresas caiu de R$ 20 milhões para R$ 6 milhões. E continua funcionando.

Dino enviou a Brasília equipe para escolher no MEC modelo de alfabetização que se adapte ao Maranhão. Aumentou salário dos professores, vai contratar mais mil professores e construir escolas.


Flávio Dino: ‘Recebemos um passivo de R$ 1,3 bilhão, que só cresce’
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Leandro Mazzini

Foto: Jornal Pequeno

Foto: Jornal Pequeno

As primeiras semanas de governo de Flávio Dino no Maranhão tornaram-se uma sucessão de descobertas – de ‘novidades negativas’ – com o pente fino em contratos e na gestão que herdou de Roseana Sarney.

O governador herdou o Estado com R$ 24 milhões em caixa, mas com R$ 600 milhões em restos a pagar e uma dívida de meio bilhão acumulada de precatórios a quitar, não pagos desde 2012.

Com o cenário não favorável, entrou na lista de governadores que incluíram os cortes drásticos de custeio nas prioridades, embora garanta que o Estado terá verba para grandes investimentos, em especial no tripé Saúde-Segurança-Educação, e em obras de infraestrutura.

Nesta entrevista à Coluna, Dino faz uma radiografia da atual situação da gestão, como tem resolvido as questões para evitar uma crise, e fala em ‘recomposição do serviço público’.

‘A realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior efetivamente funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários fantasmas, muita desorganização’, revela.

Recentemente, numa entrevista a uma revista, o senhor disse que expulsou uma quadrilha do Maranhão. Ela atuava no governo?

Atuava muito fortemente em várias áreas do governo. Tínhamos aqui uma total confusão entre interesses privados e aplicação de recursos públicos, e uma cultura de descumprimento generalizado da lei. E isso fez com que muitas denúncias se acumulassem nesses anos todos, e a mais recente delas é exatamente a que envolve essa tenebrosa transação intermediada por Alberto Youssef e que acabou preso em São Luís.

Este não é apenas um caso isolado. É fruto de uma sequência de casos e este é o mais notório, mas é o sintoma, a ponta do iceberg que encontramos e estamos progressivamente desmontando, apurando, e vamos tomar as medidas legais cabíveis para que haja inclusive ressarcimento ao erário quando for cabível.

A sua antecessora, a ex-governadora Roseana Sarney, foi citada pela imprensa como uma das supostas beneficiadas pelo esquema de Alberto Youssef, e agora o STJ remete para o TJ do Maranhão o processo. Como o senhor vê este cenário?

Nós vamos tomar as medidas legais que neste caso concreto indicam a propositura de ações judiciais. Por determinação do STJ, está em absoluta coerência com aquilo que defendemos. Tudo tem que ser apurado. A Justiça do Maranhão, tenho certeza, é capaz de fazê-lo, e nós vamos ajudar naquilo que nos cabe. Seja fazendo as apurações administrativas – temos uma secretaria de transparência e controle que foi criada para isto – e temos a orientação dada de a polícia e a Procuradoria do Estado de não observarem critérios partidários em nenhum momento. Ou seja, todos aqueles independentemente da posição política, do partido, que tenham em algum momento, na gestão de recursos públicos, infringido a lei, devem responder perante o Poder Judiciário.

O nosso papel neste caso, pelo sistema jurídico brasileiro, não é propriamente de punir, mas de solicitar, de provocar, de ajudar a investigar, e isto está sendo feito.

O senhor assumiu o governo, é o principal agente público do estado, há uma responsabilidade financeira. Como o senhor pegou o governo, com ou sem caixa?

Recebemos um passivo crescente. A última estimativa que fizemos era da ordem de R$ 1,3 bilhão , porque a cada semana nós descobrimos novidades, débitos que não estavam contabilizados – novidades negativas. Dívidas não declaradas.

Vou citar a mais recente delas: depois da nossa vitória na eleição, o governo do Estado parou de pagar a conta de energia de vários órgãos públicos.

O senhor acha que isso foi armadilha?

Uma sabotagem, evidente. Não havia justificativa fiscal, porque havia dinheiro em caixa, para deixar de pagar a companhia de energia que é privada. Descobrimos que a companhia de águas do Estado deve quase R$ 20 milhões para a companhia de energia que é privada. Porque simplesmente a partir de outubro eles não pagaram. A própria companhia de energia emitiu uma nota esclarecendo que desde outubro vinha cobrando e o Estado parou de pagar. E isso não foi informado na transição.

E isso aconteceu em outros órgãos?

Em tantos outros órgãos. A dívida ultrapassa R$ 30 milhões. Apenas a maior é da companhia de águas.

Então a sua antecessora o sabotou?

Claramente, sim, infelizmente houve uma atitude pouco democrática. Primeiro não houve uma transição organizada e em segundo lugar, houve essa conduta. De criar dificuldades, de criar embaraços para o novo governo, e isso se retratou em outros débitos que ficaram, por exemplo com prestadores de serviços. Na área de saúde nos pegamos dívidas superiores a R$ 100 milhões.

O senhor tem ideia de quanto tem em restos a pagar para fornecedores?

Restos a pagar chegam a quase R$ 600 milhões.

E o senhor tem esse dinheiro no cofre?

Claro que não! Nós recebemos R$ 24 milhões em caixa. Os precatórios não eram pagos desde 2012. Muita gente não entendeu na época e hoje eu tenho uma hipótese de que esses precatórios pararam de ser pagos para criar um mercado de negociações.

Porque o Maranhão sempre manteve os precatórios em dia, era uma marca do Estado, desde tempos imemoriais. De repente, em 2012, sem nenhuma justificativa fiscal, parou de pagar precatórios. Então só de precatórios são outros R$ 500 milhões. Mais dívidas que já pagamos este mês com bancos internacionais, parcelas de empréstimos, e tudo isso gerou uma sobrecarga imensa de despesas neste começo de governo, que estamos honrando aquelas relativas ao nosso governo, pagando o que deve ser pago, fazendo auditorias em relação a pagamentos e ao mesmo tempo diminuindo gastos perdulários, abusivos, encontrados e assim sucessivamente.

O senhor está fazendo auditoria sobre os precatórios?

Na verdade o que pedidos ao Tribunal de Justiça oficialmente é que nós façamos um trabalho conjunto, de identificação dos precatórios segundo a ordem cronológica, e que haja portanto respeito aos parâmetros constitucionais legais dentro da disponibilidade fiscal do Estado.

Estamos esclarecendo o montante que vamos poder pagar em 2015 e vamos informar isso ao TJ para que pague segundo os seus critérios. Nós não vamos interferir na fila. Quem vai definir o ritmo de pagamento, quem vai receber e assim sucessivamente vai ser exclusivamente o Tribunal

Houve auditorias em secretarias? Na praça o que se fala é que o senhor deve olhar para a frente, não para o passado. É uma provocação necessária?

Na verdade estamos preocupados com o futuro. Queremos tomar as medidas que o nosso Estado precisa para melhorar a vida do povo. Isso envolve inclusive cuidar de coisas do passado que têm repercussão agora. Nós estamos revirando.

Que coisas do passado?

Por exemplo, dívidas que não têm razão de ser. Contratos que nós deveríamos honrar mas que não têm razão de existir. Isso são coisas do passado, mas que têm repercussão aqui, agora e amanhã. Então se eu dissesse pura e simplesmente que tudo aquilo que está no passado não me diz respeito, eu estaria traindo o meu compromisso fundamental de cuidar bem do patrimônio público.

Então nós estamos sim revendo contratos, diminuindo contratos de terceirizações, e fazendo auditorias em algumas áreas. Cito exemplo: na saúde, temos auditoria sendo realizada lá a pedido do gestor, não fui eu quem mandei. E isso não é uma determinação de uma espécie de santa inquisição, de acordo com o que os gestores considerem necessário. E quem vai fazer a auditoria não são os que eu nomeei, são servidores concursados do Estado, que inclusive foram nomeados por outros governos.

E o senhor já tem resultados preliminares?

Ainda não. Isso depende de cada caso, depende da solicitação de cada secretário à auditoria. Mas acredito que a partir de março os primeiros resultados já sejam publicados.

O senhor disse que pegou o governo com R$ 24 milhões, é um privilegiado, porque alguns governadores pegaram o Estado falido. A maioria diz que será um ano de muitos cortes. Os seus cortes também incluem investimentos?

Sobretudo custeio. Gastos perdulários. Desativamos alguns privilégios. Como uma casa de praia custeada com dinheiro público. Cortamos cargos comissionados, deixamos de provê-los. Exoneramos todos e renomeamos naquilo que era necessário. Por exemplo, a Fundação da Memória Republicana, que cuida do patrimônio do senador José Sarney, tinha 45 cargos; vamos deixar 15. Fizemos isso em outros órgãos.

E sobretudo estamos enfrentando contratos de terceirizações. No Detran saímos de R$ 20 milhões para R$ 6 milhões. São estas reprogramações, sobretudo no custeio, que estão permitindo que a gente faça outros gastos de custeio, porque ao mesmo tempo que fizemos isso, garantimos também o início da principal obra do governo que é a recomposição do serviço público. Vamos nomear mais policiais, e aumentamos os salários dos professores.

Que outros investimentos de impacto o senhor prevê para este ano?

Sobretudo estas questões atinentes à recomposição do quadro do serviço público. Estamos fazendo um seletivo para mais mil professores, prorrogamos os contratos de outros 4.495 professores temporários. Estamos no processo de finalização de mil novos policiais militares, chamamos novos 60 profissionais para a Polícia Civil e vamos fazer um concurso para o sistema penitenciário.

Estamos recompondo o funcionamento da máquina pública que havia sido totalmente destruída no último governo. A realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior efetivamente funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários fantasmas, muita desorganização.

Os vários problemas do complexo penitenciário de Pedrinhas terminaram ou só saíram do noticiário?

Estamos progressivamente fazendo com que eles sejam resolvidos, não resolvemos tudo.

Mas não se viu mais rebelião..

Conseguimos encontrar um ponto de equilíbrio. Primeiro lugar, recuperamos a autoridade do Estado sobre o sistema. Quando chegamos, os presos por exemplo eram donos das chaves das suas próprias celas em muitas unidades. Recuperamos recomposição de equipes, fornecemos fardamentos aos presos, criação de rotinas, de procedimentos, fizemos movimentações de presos visando diminuir o poder das facções.

Até aqui temos encontrado o caminho. Conseguimos a prorrogação da presença da Força Nacional de Segurança , que tem sido uma ajuda importante no sistema penitenciário. Temos hoje uma tendência declinante de índices de criminalidade dentro e fora do sistema judiciário.

O que pode o cidadão esperar do novo governo até o fim do ano?

As medidas mais importantes estão no terreno da educação e da segurança pública. Vamos iniciar uma campanha de alfabetização, já que temos o maior analfabetismo do Brasil.

O senhor conta com quem para isso?

O trabalho local e vamos conhecer no MEC as várias metodologias existentes para encontrar a mais adequada à realidade maranhense. Vamos começar o processo de substituição das escolas de palha e barro. Simultaneamente vamos lançar grandes obras mediante a reprogramação do saldo do empréstimo do BNDES.

Reprogramamos as obras de modo a fazer intervenções estruturantes no Maranhão. Vamos completar finalmente a ligação dos Lençóis Maranhenses com o Delta do Parnaíba e o litoral do Ceará na chamada Rota das Emoções.


‘Presos de Pedrinhas tinham chaves das celas’, diz governador do Maranhão
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Leandro Mazzini

Foto: Jornal Pequeno

Foto: Jornal Pequeno

O Carnaval de 2015 não será mais o que passou. É o fim da folia para detentos ‘poderosos’ do Maranhão.

Não bastasse o cenário negativo imposto pelos capítulos sangrentos do complexo penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, a Secretaria de Segurança Pública do Estado descobriu que presos tinham chaves das próprias celas e circulavam livremente pela unidade.

A revelação à Coluna é do governador Flávio Dino (PCdoB).

Os presos foram identificados e neutralizados. Agora a secretaria investiga quem deu as chaves, a que partes do presídio os delinquentes tinham acesso e se o pior acontecia: a saidinha para crimes nas ruas da capital.

Desde janeiro a situação se acalmou no complexo, pela atuação do governo e do xerife Jefferson Miller Portela, o secretário de Segurança, com carta branca do governador.

MEMÓRIA

Cenário de rebeliões sangrentas desde o fim de 2013, com episódios infelizes que se arrastaram pelo ano passado, Pedrinhas ganhou a vitrine nacional a ponto de o ministro da Justiça visitar o Estado na tentativa de ajudar a então governadora Roseana Sarney (PMDB). Em vão.

A pedido do Departamento Penitenciário Nacional, o governo fizera uma lista aleatória de supostos líderes de facções para transferência para outros Estados. Lista que virou piada na Justiça porque ninguém sabia quem era líder ou comandado.

A situação chegou a ser tragicômica em alguns casos. Durante um flash ao vivo em rede nacional para TV, enquanto um repórter falava, dezenas de presos ao fundo pulavam o muro do presídio em fuga.

BOAS-VINDAS

Quem conhece rumos da investigação da Operação Lava Jato, que estreou em São Luís, tem certeza de que os detentos de Pedrinhas ganharão novos colegas. Cedo ou tarde.


Renúncia de Roseana indica que não há trato com Dino
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Leandro Mazzini

roseana

Para os que propalavam acordo de bastidores entre o governador eleito Flávio Dino (PCdoB) e a atual, Roseana Sarney (PMDB), a renúncia dela ontem é prova de que o cenário começa a mudar, para valer, no Maranhão.

Roseana perde o foro privilegiado daqui um mês. De repente articula viagem de quatro meses para o exterior, para descanso, segundo amigos.

As investigações da Lava Jato chegaram a São Luís, onde assessor do Palácio foi flagrado com o doleiro Alberto Youssef em hotel. Há suspeita, ainda não confirmada, de que a governadora – que entrega o cargo na terça, 9, foi citada pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Costa como uma das autoridades que receberam propinas.


Roseana quer lei da transparência – no governo de Flávio Dino
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Leandro Mazzini

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, de saída daqui a menos de dois meses, enviou à Assembleia Legislativa uma mensagem (nº 76/2014) em que pede Lei da Transparência para a gestão estadual.

Mas só valerá para o próximo governo, do adversário eleito Flávio Dino (PCdoB). A informação foi publicada pelo blog de Luís Pablo.


Renan lançará filho ao governo de Alagoas. Sarney tentará reeleição
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Leandro Mazzini

Dois movimentos de caciques consolidados discretamente no PMDB nesta semana, enquanto o partido na Câmara se inflama contra o governo.

O senador José Sarney disse a próximos que vai tentar a reeleição ao Senado pelo Amapá, enquanto a filha, a governadora Roseana Sarney, também disputará a Casa Alta pelo Maranhão.

Já em Alagoas, Renan Filho (PMDB) será o candidato ao governo encabeçando ampla coalizão da base da presidente Dilma Rousseff.

O vice é negociado com o PP do senador Benedito de Lira – o filho, deputado federal Arthur Lira, é o cotado. Na chapa, o senador Fernando Collor (PTB) disputará o Senado, e para a Câmara o grupo contará com o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) como um dos puxadores de votos.

Para dar palanque a Aécio Neves, o governador Téo Vilela Filho (PSDB) lançará o estadual Alexandre Toledo (PSB).

A aliança atual de Ronaldo Lessa com Collor é curiosa. Quando governador, em visitas ao Rio e cafés com a imprensa há 13 anos, Lessa costumava chamar Collor de ‘aquele demônio’.

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SÓ FEDERAL

O tucano Bruno Araújo (PE) vai excluir o ‘cargo’ da citação na futura campanha. Usará apenas ‘Federal’. Descobriu que a palavra Deputado a cada dia está mais vulgarizada.

VITRINE PARA TODOS

Os pré-candidatos à Presidência Randolfe Rodrigues (PSOL) e Pastor Everaldo (PSC) preparam-se para cobrar na Justiça direito de participar dos debates na TV. As emissoras restringem aos quatro melhores nas pesquisas, mas por representatividade de bancadas no Congresso ambos têm direito a aparecer na telinha.

GAVETA ANTICORRUPÇÃO 

Conta do deputado Mendes Thame (PSDB-SP), presidente no Brasil da Global Organization of Parliamentarians Against Corruption: há no Congresso 388 projetos que tratam do combate à corrupção. Nada avança.

A VOLTA DE JANDIRA

Em papo com jornalistas, a deputada Jandira Feghali, líder do PCdoB, afirmou que é pré-candidata ao Governo do Rio. O partido vai encomendar pesquisa em abril. Os comunistas estão preocupados com o que chamam de fascismo nas redes sociais.

IDEOLOGIA NAS REDES

‘Está crescendo o neofascimo no Brasil, que vai temperar a eleição. O problema é que a repercussão sempre se volta contra os comunistas’, lamenta a parlamentar. O PCdoB faz aniversário na terça, 25, e promove exposição de fotografias históricas na Câmara dos Deputados. Já 31 é para esquecer: o ‘aniversário da revolução militar’.

FELIZ 2015

O ano no Congresso acaba em maio. Hoje, os líderes escolhem seus projetos prioritários para entregar a Henrique Alves. Haverá esforço concentrado, de segunda a sexta, entre 7 e 11 de abril. Com Copa e eleições, a massa da turma volta só em novembro.

MADRINHA

A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) sacramentou a candidatura ao Senado depois que a presidente Dilma chamou os irmãos Tião e Jorge Vianna ao gabinete. Ela disse à dupla que quer contar com Perpétua no Senado a partir de 2015.

A CÚPULA

No almoço com o deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG) e o senador Ferraço (PMDB-ES), a embaixadora dos EUA, Liliana Ayalde, quis saber do ‘Mais Médicos’ e ‘Minha Casa’. Ela criticou sim, mas de leve, a relação com Dilma, diz Barbosa à Coluna, e citava apenas ‘cúpula do governo’. Ferraço diz que comentar qualquer coisa a respeito do almoço seria deselegante.

GRITA DOS AUDITORES 

Os Auditores-Fiscais do Trabalho sofrem com o desdém do Ministério do Planejamento com a pasta comandada por Manoel Dias. O ministério do Trabalho pediu em 2013 concurso para 100 vagas, em vão. E o contingente não cobre nem a turma aposentada.

ARRUDA POR ELE 

José Roberto Arruda, o ex-governador do DF, concluiu um livro sobre os bastidores de sua prisão. Não denuncia ninguém, diz a amigos, mas põe ‘os pingos nos is’.


Bonde de Roseana vira piada em Brasília
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Leandro Mazzini

ALIEDO

Charge de Aliedo – http://aliedo.blogspot.com

As autoridades de Brasília estão estupefatas com a governadora Roseana Sarney (PMDB). Descobriram que ela e a equipe de Segurança do Maranhão estão mais perdidos que a população.

A presidente Dilma soube que a governadora entregou uma lista aleatória de 33 nomes de detentos do chamado Bonde dos 40, para transferência do presídio de Pedrinhas. A lista foi pelo grau de periculosidade, porque Roseana não sabe quem são os líderes da onda de violência.

A priori, o Ministério da Justiça não aceitou a lista enviada, e só começou a transferência após apelos do senador José Sarney e da governadora.

Já houve três transferências, dias 20 de Janeiro, e 12 e 13 de Fevereiro. A indecisão sobre os transferidos é tamanha que alguns detentos foram trocados em cima da hora. Para o Palácio do Planalto, a rebelião não teve líder, e a situação só se acalmou porque Roseana mostrou que qualquer um deles poderia ir para longe de São Luís, sem regalias.

A assessoria do Palácio dos Leões alegou que não poderia falar sobre o assunto.

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STF PAGA MAL

Na Corte onde o presidente não gosta de jornalista e manda repórter chafurdar na lama, a categoria também é mal paga. Os salários dos jornalistas da TV Justiça no STF, terceirizados pela Fundação Renato Azeredo, são bem abaixo do mercado. A fundação recebe um bom valor mas abocanha parte da remuneração, por regra. Aceita quem quer. Um cargo de editor de produção foi oferecido a pouco mais de R$ 2 mil, enquanto se paga, em média, R$ 8 mil na capital. O STF empurra a responsabilidade para a fundação, e alega ‘modelo de contratação por posto de trabalho’, e que a Corte ‘não atua nas relações trabalhistas entre a contratada e os seus profissionais’. A Fundação Renato Azeredo, com sede em Belo Horizonte – que não tem ligação com o deputado Eduardo Azeredo – foi procurada durante cinco dias pela Coluna, e seu diretor não se pronunciou. Ela já opera contrato com o Supremo há anos.

VENHA VER, VENHA..

O senador Benedito de Lira (PP) pagou da cota parlamentar de Dezembro R$ 5 mil por ‘atividade parlamentar’ na Venha Ver Editora, para aparecer na Revista Alagoas.

NA TELINHA

Já o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) não ficou atrás. Usou R$ 15 mil da sua conta do Senado, de Dezembro, para aparecer em programa de TV no Estado.

PACOTÃO LENÇÓIS

Os ministros Gastão Vieira, do Turismo, e Izabella Teixeira, do Meio Ambiente, visitam amanhã o parque dos Lençóis Maranhenses em companhia do empresário Guilherme Paulus, dono da CVC. Pretendem incentivá-lo a investir na região. Gastão investiu via Ministério R$ 11 milhões no Parque, e conseguiu na Anac a liberação do Aeroporto de Barreirinhas para voos comerciais. Agora esperam atrair o setor de hotéis para incrementar o turismo na região.

ESCÂNDALO NO PARAÍSO

Polêmica na concessão do parque de Jericoacoara no Ceará, onde fica uma das mais belas praias do País. O deputado Raimundo Matos (PSDB) protocolou requerimento de audiência para cercar o Ministério do Planejamento e Instituto Chico Mendes. Há projeto de construção de resort de grupo italiano nas dunas, em área de preservação ambiental, em frente um lago na cidade de Jijoca, perto do Parque de Jericoacoara – onde, quem levar a concessão, poderá cobrar R$ 60 por visitante.

AH, PRESIDENTE..

Foi o repórter Lúcio Lambranho, do Notícias do Dia quem revelou: o nome do deputado estadual Romildo Titon (PMDB), presidente da Assembleia de Santa Catarina, aparece 881 vezes no relatório do MP sobre o escândalo dos poços artesianos, enviado ao TJ.

CADÊ A REDE?

E a Rede de Marina virou pó por enquanto. Nem ela fala mais no assunto, a despeito das 10 mil assinaturas que recolheu nos últimos meses.

PONTO FINAL

Nunca uma recusa de emprego custou tão caro. Após serem barrados pelo Facebook para estágio de US$ 1 mil, os criadores do WhatsApp foram enfim aceitos, mas cobraram… US$ 19 bilhões.


As amigas do bancão e a chance do MPF
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Leandro Mazzini

Um caso que faria do Ministério Público um herói nacional, se for a fundo na trilha dessa mata repleta de armadilhas com o dinheiro popular.

As trilhas sinuosas desembocariam neste cenário: as grandes empresas amigas e financiadoras do governo engendraram triangulação para ganhar dinheiro do BNDES sem precisar se endividar com o bancão. Em suma, o financiamento vira doação.

Essas empresas pegam o empréstimo com o BNDES à vista – com valor bem superior ao que vão usar numa aquisição – e aplicam o restante em LTN (Letras do Tesouro Nacional). Como é um título de renda fixa e retorno garantido mensal, as empresas usam o lucro para pagar as parcelas do empréstimo ao… BNDES.

Um caso recente: um conglomerado tupiniquim conseguiu US$ 300 milhões do bancão para comprar uma empresa na Argentina, que lhe custou US$ 100 milhões. Com os US$ 200 milhões restantes, a empresa aplicou em LTN, cuja alta rentabilidade tem garantido não apenas honrar as parcelas do empréstimo como enche de bônus os bolsos de seus executivos.

A Coluna procurou a assessoria do BNDES com as seguintes questões:

Uma empresa com plano de financiamento aprovado pelo BNDES para aquisição de outra pode receber à vista um valor superior ao estabelecido? Se positivo, quais os critérios para isso? O BNDES, ao conceder um financiamento vultoso, para empresa nacional adquirir outra, deve acompanhar a transação, mesmo quando não sócio? O BNDES tem ciência de casos de aplicação de verba direta de financiamento adquirido por uma empresa em LTN?

A assessoria se resumiu a responder que não ficou clara a demanda. Talvez o MP, numa visita aos papéis do bancão, possa explicar melhor.

MR. PALOCCI

Até os próprios petistas da cúpula do partido estão intrigados. Há alguns meses Antonio Palocci mora em Londres, e suas atividades são um mistério. Certeza é de que, de lá, tem falado muito ao telefone com o ex-presidente Lula.

Palocci foi ministro da Fazenda de Lula, até cair por mandar violar o sigilo bancário de um caseiro de Brasília, e ministro da Casa Civil da presidente Dilma Rousseff, até cair, novamente, desta vez por uma compra de apartamento em São Paulo não condizente com seus ganhos (R$ 6 milhões, vale lembrar, são o custo de um sinal para o tipo de imóvel que escolheu).

O recente histórico de biografia de Palocci o inseriu no grupo da estirpe de José Roberto Arruda, o ex-governador de Brasília. É a turma do poder que não se regenera. Tal como Palocci, Arruda teve duas chances de cravar seu nome no Poder nacional, sem manchar a imagem. Em vão. Quando senador, afirmou da tribuna que não havia lido a lista do painel violado na votação que cassou Luiz Estêvão. Pego na mentira, renunciou. Numa reviravolta política e eleitoral, foi alçado a governador de Brasília em 2007. Vida nova, nova chance.. que nada. Foi filmado com dinheiro de caixa 2 e depois tentou coagir testemunha de operação policial. Sucumbiu novamente.

ASSALTO À HERDEIRA

Quem revelou foi a Coluna do Dr. Petta, publicada no conhecido Jornal Pequeno, o mais lido do Maranhão: uma filha da governadora do Estado, Roseana Sarney (PMDB), foi assaltada há duas semanas em São Luís. “A filha de Roseana estava chegando ao restaurante Kitaro, em companhia de uma amiga, na noite de terça-feira, 14, quando foi atacada pelo assaltante identificado como ‘De Menor’, que levou dela uma bolsa com documentos, dinheiro e um IPhone”. Segundo o colunista, a assessoria de Roseana negou a informação, mas o jornal foi a fundo:

“A Polícia tomou conhecimento do fato e conseguiu rastrear o assaltante pelo GPS do celular da vítima, chegando a ir à casa dele, na Ilhinha, onde foi informada de que ‘De Menor’ tinha fugido para a área da Vila Embratel.   Não houve registro do fato, mas a CPTUR (Companhia de Policiamento de Turismo) tomou conhecimento do assalto”.

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