Coluna Esplanada

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Caso Demóstenes: MP de Goiás vê retaliação, e Marconi se cala
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Leandro Mazzini

Demóstenes - ele promete soltar mais coisas. Foto: ABr

Demóstenes – ele promete soltar mais coisas. Foto: ABr

Duas reações adversas em Goiás com a metralhadora giratória verbal do ex-senador Demóstenes Torres, em artigo publicado esta semana num jornal de Goiânia.

O Ministério Público do Estado ficou super constrangido com as acusações, porque Demóstenes é egresso da carreira. No texto, o político atacou o senador Ronaldo Caiado (DEM), seu alvo principal, mas sobrou para os procuradores que não o aceitaram o ex-senador de volta aos quadros. Acham que foi retaliação.

Demóstenes escreveu que ‘Todos os membros do Ministério Público, que me molestam, têm um padrão de vida superior ao meu e muitos gostos idênticos’. O MP ainda estuda se vai acionar judicialmente o político.

Já o Palácio das Esmeraldas virou um poço de silêncio sobre as citações do ex-senador contra o governador Marconi Perillo (PSDB). Ele acusou o tucano de usar verba pública para se defender na CPI do Cachoeira dois anos atrás no Senado Federal.

À época, Marconi tentou contratar por carta-convite, por R$ 3 milhões, a FSB, a maior empresa de assessoria de imprensa e gestão de imagem e crise, para se blindar. Mas recuou.


Demóstenes quebra silêncio, chama Caiado de Judas e o compara a Hitler
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Leandro Mazzini

Foto extraída do www.jornalopcao.com.br

Foto extraída do www.jornalopcao.com.br

reprodução

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O ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM), de Goiás, cujo mandato foi cassado em julho de 2012 durante a CPI do Cachoeira, por ligações suspeitas com o contraventor, decidiu quebrar o silêncio de quase três anos e atacou hoje dois ex-aliados: o governador Marconi Perillo (PSDB), e em especial o senador Ronaldo Caiado, seu ex-colega de partido.

Motivado por uma declaração de Caiado na última edição da Revista VEJA, de que é uma decepção para a política do Estado, Demóstenes desancou o senador pré-candidato ao governo em 2018. O chamou de Judas, traidor e o comparou a Hitler, Stalin e Mussolini.

Em artigo de página inteira publicado nesta terça (31) no Diário da Manhã, de Goiânia, Demóstenes titula o texto com letras garrafais: ‘Ronaldo Caiado, uma voz à procura de um cérebro’, seguido de uma grande foto de Caiado montado em um cavalo.

No texto, Demóstenes prioriza a sua defesa nos primeiros parágrafos, se diz inocente, cita liminares da Justiça a seu favor, admite ser amigo do contraventor Cachoeira e provoca até antigos adversários: ‘Não sou como Lula e José Dirceu, não sou hipócrita’.

Revela que Caiado também faz parte do círculo de amigos de Cachoeira e que é médico de um de seus filhos. E levanta suspeitas sobre seus gastos de campanha de 2002, 2006 e 2010, citando a frase ‘Siga o dinheiro’. Emenda que Caiado não está na sarjeta ‘porque não tenho vocação para delator’. E ainda o acusa de ligações com a empreiteira OAS, que, segundo Demóstenes, banca suas férias todos os anos na Bahia.

O ex-senador provoca inclusive até os procuradores do Ministério Público – sua carreira profissional antes da política: ‘Todos os membros do Ministério Público, que me molestam, têm um padrão de vida superior ao meu e muitos gostos idênticos’.

Sobre Marconi, diz que o governador foi salvo pelo PSDB durante a mesma CPI que o derrubou. Acusa Marconi de se utilizar do cargo para se salvar: ‘Gastou uma fortuna dos cofres públicos pela absolvição’.

Atualização terça, 31, 15h35 – No melhor estilo figadal de resposta faca nos dentes & sangue nos olhos, Caiado rebateu as acusações em nota oficial no início da tarde. Chamou o ex-aliado de ‘psicopata’ e ‘bandido’

 

 


No projeto presidencial, Marconi afaga até ministro do STF
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Leandro Mazzini

Foto extraída do site cleubercarlos.blogspot.com

Foto extraída do site cleubercarlos.blogspot.com

No seu projeto presidencial, na tentativa de conquistar aliados poderosos em várias frentes, o governador de Goiás, Marconi Perillo, fez um afago ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Em cerimônia este mês em Goiânia, entregaram juntos 1.172 diplomas a servidores públicos do Estado que participaram dos cursos Gestão Governamental & Capacitação e Desenvolvimento Institucional, uma parceria do Governo goiano com o IDP – Instituto de Direito Público, ligado a Gilmar.

O evento ocorreu na segunda-feira (16), no Centro Cultural Oscar Niemeyer, na capital goiana.


Afago de Marconi a Dilma indica projeto presidencial – fora do PSDB
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Leandro Mazzini

Foto extraída do goias24horas.com.br / arquivo

Foto extraída do goias24horas.com.br / arquivo

O recente e escancarado afago à presidente Dilma é um recado político. O governador tucano Marconi Perillo, de Goiás, no quarto mandato, sonha em expandir o poder político além dos limites do Estado.

Há alguns anos vem esboçando no seu grupo político uma candidatura nacional. Notícias espalhadas por aliados revelam a pretensão de Marconi se candidatar a presidente da República.

Mas o tucano goiano encontra um cenário desfavorável há anos na legenda. Por dois motivos: a concentração de poder decisório no partido no eixo São Paulo-Minas Gerais, e a ascensão do senador Aécio Neves como candidato potencial em 2018.

Não por acaso, pessoas próximas de Marconi indicam que ele poderá se filiar ao PSD – hoje afinado com o governo Dilma – para tentar a candidatura. Mas tudo dependerá do cenário daqui a três anos, e da vontade, obviamente, de Gilberto Kassab, o dono do partido.

Marconi e Aécio andam se estranhando há alguns anos, desde a CPI do Cachoeira, no Senado, que revelou suspeitas de ligações do governador com o contraventor Carlinhos Cachoeira em Goiás. Aliados de ambos dizem que Aécio abandonou o governador à própria sorte e nem atendia suas ligações, apesar do apelo de Marconi por apoio.

Outro fator que leva Marconi a afagar a presidente Dilma é puramente financeiro. A Eletrobrás salvou a endividada Celg, a companhia energética de Goiás, no fim de 2014, com aporte de R$ 2 bilhões, numa operação que envolveu o antigo núcleo palaciano do Planalto.


UFC verbal de Aécio x Renan começou fora do Senado
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Leandro Mazzini

Aécio discute com Renan, observado pelos tucanos Tasso (E) e Anastasia. Foto: PSDB

Aécio discute com Renan, observado pelos tucanos Tasso (E) e Anastasia. Foto: PSDB

Há algo mais que vagas na Mesa Diretora no bate-boca entre os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Congresso.

O principal motivo envolve a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), o governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, e o governador de Alagoas, Renan Filho (PMDB), que visitou Marconi na segunda-feira, véspera do bate-boca entre as excelências no Senado.

O cenário conota, a exemplo do PT, o início de uma velada autofagia tucana por Poder.

Ligada a Marconi, a senadora Lúcia Vânia tentou negociar com Renan uma comissão e foi impedida pelo presidente do PSDB. Agora, ela se diz perseguida e fala em sair do partido.

Ao visitar o governador de Goiás, o governador de Alagoas, Renan Filho, rasgou elogios a Marconi, dizendo que ali as coisas acontecem de verdade. Na pauta, foi conhecer ‘políticas exitosas’ do gestor tucano.

‘Estamos começando por Goiás porque aqui temos a experiência de um dos mais vitoriosos homens públicos do Brasil. Sabemos que aqui em Goiás as coisas acontecem. Você, amigo Marconi, é prático, tem uma administração lógica. Aqui as coisas funcionam’, disse Renan Filho, para deleite do tucano.

Um recado claro para a turma de Aécio, que propala o ‘choque de gestão’, agora tão criticado pelos petistas no atual governo, diante das dificuldades de Minas Gerais governada pelo grupo de Aécio por 12 anos. Ao enumerar também os números tristes de Alagoas, cujo governo anterior não resolveu, Renan Filho ainda implicou com outro tucano, o ex-governador Teo Vilela – do grupo de Aécio. Marconi fez cara de paisagem.

Marconi e Aécio andam se estranhando desde a CPI do Cachoeira, quando o senador abandonou o governador citado à própria sorte e o evitou, contam aliados de Perillo. Há comentários de gabinetes no Centro-Oeste de que Marconi sonha se lançar candidato a presidente, pelo PSDB ou PSD.

Para tucanos, os movimentos de Renan, tanto na Mesa Diretora quanto no incentivo ao filho para visitar Marconi, conotam tentativa de enfraquecer Aécio no Senado e causar cizânia no PSDB.


Sob pressão popular, governadores entram na onda de redução de secretarias
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Leandro Mazzini

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Marconi – rumo ao quarto mandato, e corte de comissionados. Foto: EBC

A pressão do povo nas ruas nos episódios de Junho de 2013 começa a ter um efeito um pouco tardio, mas significativo.

Nos novos mandatos, ou em suas estreias nos cargos, governadores entram na onda do discurso do corte de custo – motivados também em especial pela recessão na economia.

Rodrigo Rollemberg (PSB), eleito no Distrito Federal, fundiu pastas e anunciou ontem a futura e enxuta gestão com corte de 15 secretarias.

O vizinho Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, vai para o quarto mandato em sua trajetória no Estado também com corte de pastas e cargos – extinguiu seis mil comissionados nos últimos meses. Marconi pretende anunciar o secretariado em bloco dia 31.

 


Nos debates, Aécio afaga Marconi, que se sentia abandonado pelo aliado
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Leandro Mazzini

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Marconi – ele voltou a ficar de bem com Aécio. Foto: psdb.org.br

O presidenciável Aécio Neves afagou pela segunda vez, a última no debate do SBT nesta quinta à noite, o governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás.

O tucano citou Marconi para lembrar um programa de governo, no debate da Band, e ontem lembrou novamente o Estado administrado pelo aliado.

Há meses Marconi estava se sentindo abandonado pelo presidente do PSDB, desde que o governador se tornou alvo na CPI do Cachoeira. À ocasião, aliados de ambos citaram que Aécio evitou o governador por um bom tempo, apesar de procurado, para não ter a imagem envolvida com o escândalo.

DOS DOIS LADOS

Foram afagos estratégicos. Aécio sabe que precisa de Marconi neste momento da campanha em que disputa voto a voto com Dilma. O presidenciável tucano ganhou no Estado no primeiro turno, mas não de lavada: obteve 41,54% dos votos, contra 32,10% de Dilma e 23,90% de Marina Silva.

Na campanha do primeiro turno, surgiu um movimento MariMar – Marconi com Marina, de parte da militância tucana afeita à neossocialista.

Dilma também afagou Marconi, e isso acendeu o alerta no comitê tucano, a ponto de Aécio voar para Goiânia e marcar um compromisso de campanha junto com Marconi. É que a Eletrobrás e a Caixa avalizaram um empréstimo de R$ 1,9 bilhão para a Celg – a companhia energética do Estado – que passa por crise financeira. E como Marconi citou a presidente num programa eleitoral, na TV, boatos fortes rodaram o Estado indicando que o tucano pediria votos para a petista – ou não ajudaria Aécio.


A pedido do PSDB, Justiça recolhe jornal ‘O Anápolis’ (GO) das bancas
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Leandro Mazzini

A Justiça retirou das bancas neste sábado pela manhã o jornal O Anápolis, da segunda maior cidade de Goiás, com ação movida pelo comitê do PSDB do governador Marconi Perillo.

Na edição, o jornal denunciou que carros de som da campanha tucana estavam divulgando inverdades sobre o candidato do PT ao governo, Antonio Gomide. Um dos veículos, segundo o jornal, foi apreendido pela PF.

A decisão de recolher os jornais, de acordo com o site d’O Anápolis, foi do juiz eleitoral Carlos Eduardo Rodrigues de Sousa, que determinou busca e apreensão da edição na gráfica, sem motivo esclarecido na ordem, segundo o jornal.

‘Como não foi encontrado nenhum exemplar do jornal, levaram apenas as matrizes (fotolitos) da referida edição que circulou de madruga. Uma pessoa não identificada percorreu todos os pontos de vendas e comprou todos os jornais’, relata o editor-chefe, Dilmar Ferreira. (Leia mais)

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Riso elétrico em Goiás: R$ 1,9 bilhão na conta da Celg
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Leandro Mazzini

Tucano candidato à reeleição, o governador Marconi Perillo, de Goiás, está rindo à toa desde ontem. Caiu na conta do governo R$ 1,9 bilhão de empréstimo da Caixa, avalizado pela presidente Dilma, para salvar a Celg da bancarrota.

A Celg, companhia de energia de Goiás, está com dívida bilionária, e a salvação passou pelo Planalto. Informa o governo goiano que o aporte, via também Eletrobras, não significa uma federalização da companhia. Tá bom…

Quem ajudou Marconi a chegar à presidente Dilma, em audiência no Planalto, foi o médico de ambos, Alexandre Kalil, de São Paulo.