Coluna Esplanada

PMDB: O quartel e os três bombeiros

Leandro Mazzini

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Henrique Alves e Temer. Juntos a Eduardo Cunha, formam o trio que manda, e muito, hoje no PMDB. Foto: bahianapolitica.com.br

Não foi ego e medo de perder o Poder que fizeram o vice-presidente da República, Michel Temer, reassumir o comando do PMDB.

Em alguns Estados há iminente rebelião contra o PT – mesmo com palanques aliados ou separados – o que coloca em risco a reeleição da presidente Dilma Rousseff e, consequentemente, a permanência do grupo de Temer no Poder federal.

Temer reuniu-se ontem em Brasília com o deputado federal Eduardo Cunha (RJ) e o candidato ao governo do Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves (RN), dois dos líderes partidários, para evitar incêndios que possam chamuscar o palanque nacional da presidente Dilma e enfraquecer sua candidatura.

BALANÇA

O racha do PMDB – entre Dilma e Aécio – motiva as preocupações. Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Maranhão são alguns casos avaliados.

CORINGA

A despeito de Dilma dele não gostar, não será surpresa se Eduardo Cunha surgir como o presidente do PMDB daqui a dois anos. Primeiro, disputará a presidência da Câmara.

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ALIADO É ISSO AÍ!

Dilma não precisa de opositor no Paraná. O PT atua nisso. Um candidato a deputado federal, Ivo Pugnaloni, desancou o governo em carta sobre crise no setor elétrico.

NA TERRA DE CAMPOS.. 

Em Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) vai dando o troco em Aécio Neves (PSDB) – que o deixou sem palanque em Minas ao fazer do prefeito socialista de BH aliado dos tucanos. No Recife, Aécio perdeu o apoio de praticamente todos os tucanos de peso: a maioria, inclusive deputados federais e estaduais, desembarcou de vez na campanha de Paulo Câmara (PSB), o candidato de Campos ao Palácio das Princesas.

…QUEM MANDA É ELE

Os tucanos mal citam Aécio para presidente da República. E os materiais de campanha do PSDB o tucano presidenciável não aparece. Tudo parece trato de compensação entre Campos com Aécio pelos dois Estados, mas não é. É rivalidade mesmo.

DANÇOU, POR ORA

Denilson Teixeira (PV-MG), empresário de Arcos, se mudou para Brasília e ainda levou a mãe, crente que se tornaria deputado federal. Quarto suplente na eleição de 2010, viu o cargo cair em seu colo pela indisponibilidade dos outros suplentes. É que o eleito, Antônio Roberto, se aposentou, mas a vaga caiu para o PDT – que estava na coligação.

TREM MINEIRO

Primeiro, assumiu Mario Heringer, e agora o Subtenente Gonzaga, ambos do PDT. O PV entrou no STF contra a decisão da Câmara. O Ministro Marco Aurélio decidiu, em liminar, que a vaga é do PV, mas nada andou desde a Copa e o recesso parlamentar. Mas agora a Casa quer ‘ouvir’ o deputado pedetista antes…

SÓ NO APERTO

Prova de que as leis no Brasil – e os políticos – só funcionam no aperto. Só às vésperas da visita do presidente chinês Xi Jinping semana passada, o Senado aprovou em plenário o Acordo de Extradição Brasil-China, assinado em… 2004 pelos dois países.

PONTO FINAL 

Um ano depois, o Gigante adormeceu. Ou apagou de vez.