Coluna Esplanada

Para chineses, Renan é o profeta (do caos). Agora tem chance de se redimir
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Leandro Mazzini

Quando Renan Calheiros pisou na China na última vez, em 1987, ao lado do governador de Alagoas, Fernando Collor, o anunciou aos empresários chineses como o futuro presidente do Brasil.

Renan volta a Pequim ao lado de Michel Temer na próxima semana. Os chineses, com bilhões de dólares na conta e ávidos por investimentos no Brasil, querem ouvir o profeta sobre 2018.


Michel Temer com o discurso pronto
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Leandro Mazzini

Às vésperas de ser efetivado na Presidência da República, Michel Temer, que se arrisca em versos nos raros momentos livres, redige do próprio punho o pronunciamento que fará à nação horas depois de o Senado selar o calvário da ex-aliada e hoje desafeta Dilma Rousseff.

No pré-roteiro do texto, o peemedebista evita citar adversários, mas fala em “superação do ‘passado de incertezas e crise''.

Michel Temer espera a fidelidade de senadores votantes para liberar nomeações de apadrinhados em muitas estatais. Itaipu Binacional, por exemplo, vive curto-circuito entre indicados de partidos aliados.

 


Após 10 anos como xerife do Rio, Beltrame dá adeus ao cargo
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Leandro Mazzini

beltrame

O mais longevo secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, o policial federal José Mariano Beltrame, deixa o Governo após dez anos no cargo.

A saída está prevista para entre os dias 20 e 30 de setembro. O nome escolhido para substituí-lo é do delegado da Polícia Federal Antônio Roberto Sá, atual subsecretário de Planejamento da secretaria e um dos principais assessores de Beltrame.

Beltrame vai entrar num período sabático por anos, e será consultor do mercado privado. Segundo amigos, estuda convites para palestras no Brasil e exterior.

O secretário de segurança se notabilizou pela implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs, nas principais favelas do Rio, com o objetivo de inibir o tráfico de drogas, prender traficantes e retirar as armas de circulação nas comunidades. O programa é alvo de elogios e críticas há anos.

A despeito de estar afastado por problemas de saúde, será do governador licenciado Luiz Fernando Pezão a decisão da substituição.


Operação da PF em confederações no Rio partiu do Ministério do Esporte
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Leandro Mazzini

picci

A Operação da Polícia Federal desta semana que cercou a diretoria das confederações brasileiros de Tiro e Taekwondo, no Rio de Janeiro, partiu de informações do próprio Ministério do Esporte, revela o ministro Leonardo Picciani em entrevista à e-webtv da Coluna.

“Justamente foi o Ministério, ao receber série de denúncias, quem encaminhou à Polícia Federal para investigar'', diz Picciani. O trecho sobre este caso está ao fim deste bloco exibido ( assista aqui ou clique na imagem )

O ministro ressalta que as irregularidades alvos da investigação não envolvem o ministério, e sim as verbas federais repassadas para programas administrados pelas confederações.

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House of Feliciano & Lelisgate: aparecem o intermediário do Rio e dinheiro
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Leandro Mazzini

> Carioca que aparece como intermediário de negociação aparece e avisa à Polícia que vai entregar o dinheiro

> Origem do dinheiro ainda é mistério, assim como o porquê do pagamento pelo silêncio da garota

> Inquérito de SP foi remetido para a PGR, que analisa pedido de investigação de Feliciano ao STF

> Entrada da PGR não livra Patrícia Lélis do indiciamento por extorsão e falsa comunicação em SP. Feliciano continua na moita e não explica por que pagaria pelo silêncio.

> Patrícia e Emerson garantem – e vídeo também mostra – que Feliciano sabia que chefe de gabinete negociava com garota

 

A Polícia de São Paulo localizou o carioca Arthur Mangabeira, que se passou por agente da Abin, segundo relatou Patrícia Lélis em seu depoimento, para ajudá-la num acordo malfadado com o deputado Pr. Feliciano (PSC-SP), como um 'procurador' da jovem.

Segundo a investigação, ele recebeu R$ 50 mil das mãos do próprio chefe de gabinete de Feliciano, Talma Bauer, pelo silêncio da mulher que acusa o deputado de agressão e tentativa de estupro. Bauer teria ido de carro de São Paulo ao Rio para entregar o dinheiro.

Mas desde que recebera o dinheiro, há mais de um mês atrás, Arthur sumiu do mapa com o dinheiro. O caso virou um seriado de trapalhadas de todos os envolvidos – a garota, o assessor político, o deputado e este 'agente' que agora aparece.

Arthur já conversou com o delegado Luis Hellmeister, do 3º DP de SP, por telefone, agendou oitiva e prometeu aparecer com o dinheiro. A Coluna tentou contato com Arthur em dois telefones, mas ele não respondeu. O advogado do jovem, de acordo com o delegado, mantém contato com a polícia.

MISTÉRIO DO DINHEIRO

A polícia já apreendeu R$ 20 mil com um ex-amigo de Patrícia, Emerson Biazon, que entregou o esquema quando veio a público a negociação em SP. O inquérito do 3º DP foi remetido para a PGR em Brasília, a pedido do próprio procurado-geral Rodrigo Janot.

Em depoimentos à Polícia em SP, Patrícia e Emerson Biazon garantiram que o deputado Feliciano sabia a todo momento que Bauer negociava o silêncio da garota. Em um vídeo, revelado pela Coluna, Bauer anuncia 'Marco' ao telefone. Era o deputado, que falou com Patrícia e pediu para ela gravar vídeo a seu favor, de acordo com depoimentos.

DENÚNCIAS

Patrícia é a jovem que acusou o deputado de agressão, assédio sexual e tentativa de estupro dentro do apartamento funcional em Brasília. Ela viajou para SP e passou de vítima a vilã ao ser flagrada negociando muito dinheiro com o assessor de Feliciano por seu silêncio.

A Coluna revelou os prints de uma negociação que envolveria R$ 300 mil em seis parcelas de R$ 50 mil. E depois veiculou a íntegra de um vídeo em que ela aparece negociando com chefe de gabinete do deputado. Em SP, Patrícia foi indiciada por falsa comunicação de crime – ao fazer B.O. se dizendo vítima de sequestro – e extorsão.

Já o deputado Feliciano está na mira da Procuradoria Geral da República, que deve pedir a investigação à Polícia Federal, caso denuncie o caso ao Supremo Tribunal Federal. Caso abra inquérito, a PF terá a oportunidade de investigar a origem do dinheiro apreendido e porquê desse montante em negociação com a garota.

Também poderá rastrear os sinais de celulares do parlamentar e da jovem que o acusa, para averiguar se em algum momento eles se encontraram. A advogada de Patrícia também aposta na perícia nos aparelhos dos dois, para mostrar a veracidade ou não das evidências de provas apresentadas da troca de mensagens entre o política e a jovem pelo Telegram.

 

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Confira aqui a primeira denúncia

Ouça aqui o áudio em que ela confirma a agressão

Assista o vídeo que comprova encontro da garota com assessor

Leia aqui os prints das conversas sobre negociação de R$ 300 mil

Feliciano telefonou para ela, e pediu para caprichar em vídeo em sua defesa

Veja aqui o cronograma da denúncia


Deputado coleta assinaturas para nova CPI do CARF, que blindou banqueiros
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Leandro Mazzini

O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) não se conformou e até ontem coletou mais de 250 assinaturas para pedir uma nova CPI do CARF, a fim de enquadrar industriais e banqueiros que se livraram das convocações por dribles de deputados que financiam.

“Um dos fatos determinados, além do não compartilhamento das informações, é a prisão de um conselheiro do CARF em Brasília agenciando sentença'', justifica Bacelar.

A CPI, que havia sido prorrogada, foi derrubada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), num acordo para sua eleição. Foi forte o lobby dos banqueiros e industriais envolvidos com suas bancadas que, literalmente, bancam.

Esses empresários se livraram da CPI, embora ainda estejam na mira da Polícia Federal na Operação Zelotes – que motivou a comissão parlamentar na Câmara.


O roteiro de Dilma para o Senado e o media training para não se irritar
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Leandro Mazzini

O roteiro do depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff é desenhado no Palácio da Alvorada. Ela faz media training diariamente para controlar a raiva e não cair em armadilhas provocativas dos adversários.

Dilma dedicará cerca de 20 minutos rebatendo as denúncias; os outros dez serão permeados pela alegação de que é vítima de um golpe que “a história julgará''.

Um dos pontos do roteiro traçado pelos petistas incluía Dilma e o ex-presidente Lula da Silva, e outros aliados, descendo a rampa do Congresso de braços entrelaçados, na tentativa de passar imagem para a História de que foram vítimas de um golpe e expulsos pelo Congresso.

Mas Lula e a esposa Marisa Letícia acabam de ser indiciados pela Polícia Federal, no caso do triplex no Guarujá (SP), e o plano deve mudar.


Mercado manda recado a Temer e cobra reformas sem impostos
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Leandro Mazzini

Os grandes empresários, industriais e investidores do mercado, têm mandado recados para o presidente Michel Temer através do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles – ele mesmo um ex-presidente mundial de um banco.

Discretamente foi um dos temas da reunião de emergência de sábado passado, no escritório da Presidência em São Paulo, onde Temer se reuniu com a cúpula do Governo e do Congresso Nacional.

O mercado espera resposta em três meses a partir de agora. Em suma, ou Temer faz reformas estruturantes para segurar o custo Brasil, ou aumenta impostos – o que Meirelles não descarta – e perde apoio.

Analistas contam o prazo para o presidente Temer convencer de que o Governo terá fôlego para frear a crise. Por ora, os números são carregados por euforia de um novo Governo. E só.


Equipe de Temer prepara agenda de viagens pelo País
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Leandro Mazzini

Enquanto o chefe do Executivo, se oficializado no cargo na terça, prepara agenda internacional para explicar ao mundo que não houve o golpe propalado por Lula da Silva eo PT, o staff mapeia as regiões com maiores índices de rejeição ao sucessor de Dilma Rousseff, a fim de minar futuras resistências político-sociais.

Temer fará agenda pelas principais capitais a partir de outubro. As primeiras sondagens mostram as regiões Norte e Nordeste como o maior desafio – evidentemente o reduto eleitoral do PT.

A estratégia do Palácio do Planalto é jorrar dinheiro de publicidade em jornais e rádios locais. E retomar as obras já listadas, de imediato, nas duas regiões.


Lewandowski põe ordem no plenário e prova que sabe o regimento
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Leandro Mazzini

O ministro e presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski parece ter feito um intensivão nos últimos meses, e sai melhor que o previsto na condução da sessão especial do julgamento do impeachment de Dilma Rousseff iniciada hoje no Senado Federal.

Mostra que conhece o regimento, colocou ordem no plenário e preside a sessão melhor do que Renan Calheiros – sem os afagos políticos e delongas orais à Mesa.