Coluna Esplanada

Em jantar, Eduardo e Marina fecham chapa para 2014

Leandro Mazzini

A chapa está fechada: Eduardo Campos será candidato a presidente e Marina Silva, sua vice.

Eles trataram isso informalmente no primeiro encontro no último dia 5. E afinaram o discurso em jantar há três dias. “Agora eles só estão conversando para não baterem cabeça”, diz interlocutor próximo do socialista.

Tudo começou com um telefonema do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para Eduardo dia 4, a quem contou o interesse de Marina.

“Isso é trote!”, retrucou o governador. O senador passou então o telefone para Pedro Ivo, o coordenador da Rede de Marina no Distrito Federal, que revelou o plano dela. E Eduardo voou para Brasília.

O presidenciável socialista diz que não acredita em marqueteiro, mas revelou à coluna que tem conversado muito com Antonio Lavareda. Aliados próximos revelaram ainda que ele já tem nome de urna: será apenas Eduardo.

Mas ele estará afinado com Marina. Prova disso é que quem brinca com Eduardo Campos sobre ‘jabutis’, ou problemas pré-eleitorais, ele solta logo: ‘Não me fale em jabuti porque agora, para assuntos de meio ambiente, preciso consultar a Rede’.

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EX-COMUNISTA

Uma foto em preto e branco do PCdoB do Paraná de 1980 circula as redes sociais. Nela, destaca-se Jorge Samek, hoje perdido entre PT e PMDB.

FRENTE ANTI-EVO

Desembarcou em Brasília o ex-presidente da Bolívia Jorge (Tuto) Quiroga. Veio fazer campanha pró-asilo para o amigo e colega de partido, o senador Roger Molina. Eles almoçam hoje na Vila Planalto com mais dois políticos refugiados da Bolívia, todos opositores do governo Evo Morales.

GUERRA SANTA

A psicóloga Mariza (PSC) e o ativista gay Tony Reis (PCdoB) concorrerão para deputado federal pelo Paraná. Ela é da tese da cura gay, ele, homossexual inveterado.

ANTES TARDE..

Em meio à crise de altas tarifas em hotéis País afora, já de olho na Copa, o Ministério do Turismo nunca tem fiscal no quadro de servidores, apesar da exigência. Mas já prepara concurso.

BATALHA FISCAL

Caso não resolva em acordo de instituições, a advocacia do Senado Federal vai à Justiça contra a Receita pela devolução de R$ 5 milhões, corrigidos, pagos indevidamente de IR sobre a ajuda de custo adicional, os chamados 14º e 15º salários dos senadores. É que o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais da Fazenda reconheceu o erro da Receita, revelou a coluna dia 9, embora o órgão continue reticente. O Senado pagou o IR de 45 parlamentares. Os outros pagaram por conta própria.

SAUDADE DO PODER

Acostumada com motorista há anos, ela passou aperto ontem para estacionar seu Honda que dirigia no anexo 2 do Senado. A ex-senadora Serys Slhessarenko manobrou, manobrou e enfim entrou na vaga.