Coluna Esplanada

Arquivo : PMDB

Relator da comissão impeachment é padrinho de presidente da Conab
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Leandro Mazzini

O relator da comissão especial de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), está numa situação difícil.

Atua como independente – até com viés de opositor ao Governo – mas mantém um apadrinhado firme nu cargo estratégico.

Jovair é padrinho de Lineu Olímpio de Souza, presidente da bilionária Conab, ligada ao Ministério da Agricultura. Ele teve aval do PMDB na indicação.

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A conta no PMDB: 3 ministros ficam e 4 saem
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Leandro Mazzini

A conta no PMDB nesta terça-feira (29), é que a maioria pula fora do Governo até dia 12, entregando os cargos e os segundo escalões.

São eles Eduardo Braga (Minas e Energia), Helder Barbalho (Portos), Henrique Alves (Turismo), que já entregou a carta de demissão ontem, e Mauro Lopes, que acaba de assumir a Aviação Civil.

Peitam a Executiva nacional e continuam no cargo, e também no PMDB, os ministros Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência & Tecnologia).


A ordem do PMDB: abandono imediato
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Leandro Mazzini

O PMDB terá um grande teste a partir de hoje, quando anuncia o seu rompimento com o Governo Dilma Rousseff: provar que não é fisiologista.

A ordem no partido, segundo um cacique, será a imediata entrega de cargos nos sete ministérios e nos segundo e terceiro escalões destas pastas – são quase mil vagas.

Ontem à noite o ministro do Turismo, Henrique Alves, foi o primeiro a pedir demissão.

O diretório de Minas Gerais decidiu aderir ao Comando Michel Temer. Apenas os diretórios de Sergipe, Alagoas e Amazonas estavam reticentes até ontem.

Até a última quarta-feira ‘santa’, Michel Temer, que pretende herdar o Governo em caso de impeachment, tinha só 12 dos 27 diretórios, mas deu uma guinada na quinta.

O efeito ‘boiada’ veio com a adesão do diretório do Rio de Janeiro ao Comando Temer. Foi fundamental para que executivas estaduais seguissem a onda. Detalhe, o PMDB do Rio sempre apoiou Aécio Neves desde o início da campanha presidencial em 2014, e seu expoente na Câmara hoje é Leonardo Picciani, que emplacou três ministérios nos últimos meses.

Alguns deputados criticam o apego ao cargo que o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, mantém. Ele é quem segurava o diretório amazonense pró-Dilma.

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Se não houver traições, Dilma tem quase 200 votos em plenário
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Leandro Mazzini

dilma

Neste momento – se não houver traições na votação, claro – a presidente Dilma Rousseff tem 191 votos para barrar seu processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados.

A conta explica, em parte, o criterioso e cauteloso silêncio dos ministros Jaques Wagner (Gabinete) e Ricardo Berzoini (Governo) nos últimos dez dias.

Ela precisa de, no mínimo, 172 votos – que podem ser incrementados com abstenções ou ausências.

O desafio dos ministros palacianos será conter a debandada para o PMDB e em seguida o apetite do PP, PR, PSD. Haverá sete ministérios e mil cargos no balcão.

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Diretórios do PMDB racham sobre rompimento com o Governo
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Leandro Mazzini

Cinco ministros do PMDB na Esplanada se reuniram com o presidente do Senado, Renan Calheiros, na tarde da última quarta-feira, na tentativa de criar força-tarefa para convencer o presidente da legenda, Michel Temer, a adiar a decisão de desembarcar do Governo.

Temer adiou, mas sua viagem a Portugal, e ficou no Brasil para resolver o pepino.

A ala governista do partido tem uma conta que não bate com a que o vice-presidente da República espalha para endossar a debandada.

Temer se diz pressionado pela maioria dos diretórios. Mas até ontem à noite, 15 das 27 executivas estaduais – portanto, a maioria – não tinha fechado a saída com o vice, segundo um cacique consultado pela Coluna.

De qualquer forma, a indicação do desembarque do PMDB fluminense do Governo é a mais séria e latente mostra até aqui de que o partido vai deixar Dilma e Lula sozinhos.

O PMDB do Rio é o mais importante hoje no contexto nacional. É de lá o já opositor Eduardo Cunha, presidente da Câmara, o líder do PMDB, Leonardo Picciani, e os três caciques locais com ascendência nacional na executiva – o prefeito Eduardo Paes, o governador Luiz Fernando Pezão e o ex-governador Sérgio Cabral.

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Ministro da Aviação teve aval da cúpula do PMDB para a posse
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Leandro Mazzini

mauro

O vice-presidente Michel Temer atua nas duas frentes. Faz jogo duro com Dilma e Lula para ganhar força no Governo, se a presidente ficar. Mas se ela cair, ele garante a ordem.

Temer faz cena como independente. No bastidor, deu aval para Mauro Lopes assumir a Secretaria de Aviação Civil, ainda lotada de peemedebistas em todos os escalões. Havia uma fila de partidos querendo o comando da pasta.

O próprio ministro Lopes garante a pessoas próximas que o plano de voo foi esboçado com Temer e a executiva nacional do partido.


PMDB, PRB e PP aproveitam crise e colocam faca no pescoço de Dilma
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Leandro Mazzini

Os ministros palacianos – em especial Jaques Wagner (Gabinete) e Ricardo Berzoini (Governo) – estão surpresos com a posição ‘independente’ ou de oposição de deputados que eram aliados.

Coube à dupla palaciana nos últimos meses liberar emendas e cargos nos Estados para apadrinhados dos partidos da base.

Agora, com a crise crescente no Governo, as bancadas e direções do PMDB, PP e PRB põem a faca no pescoço de Dilma, cientes de que serão chamados pelo ministro Lula para resolver pendências. Assim, podem (ou não) mudar os votos contra Dilma na comissão do impeachment. Tudo vai depender das próximas reuniões.