Coluna Esplanada

Arquivo : José Sarney

Aliados se solidarizam com Sarney por ‘perder’ Minas e Energia
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Leandro Mazzini

sarney

Não é certo qual foi a ingerência de José Sarney, sem mandato, neste processo contra a afastada presidente Dilma Rousseff.

Fato é que mais de 20 senadores ligaram para o Bigode nos últimos dois dias. Muitos para se solidarizarem com o veterano após circular a notícia – agora confirmada – de que o Ministério de Minas e Energia será controlado pelo PSB, neoaliado do presidente Temer.

Notoriamente, a pasta é feudo de Sarney e de Edison Lobão há décadas.

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Lula apelou por ajuda de Sarney em Brasília
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Leandro Mazzini

Sarney - ele deixou o Poder, mas não a política, e manda muito ainda. Vê-se pela visita do ilustre

Sarney – ele deixou o Poder, mas não a política, e manda muito ainda. Vê-se pela visita do ilustre

Numa agenda não divulgada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou com o ex-presidente José Sarney, que ainda manda em parte do PMDB. Foi na casa do cacique no Lago Sul em Brasília, semana passada.

Em tempo, Sarney, desde que deixou o Poder – não a política – mantém uma sala num edifício empresarial no setor hoteleiro Norte, para despachar com amigos e visitantes variados.

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Decreto no Maranhão também exclui nomes da família Dino de instituições
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Leandro Mazzini

As consequências mostram que não é implicância o decreto do governador do Maranhão, Flávio Dino, que excluiu o nome do ex-presidente da República José Sarney de edificações públicas. A nova regra exclui nomes de pessoas vivas de repartições públicas.

O pai do governador, Salvio Dino, dá nome a mais de dez instituições, e será ‘desonrado’. Completa a lista o irmão do governador, o procurador federal Nicolau Dino, que dá nome a escola na zona rural de Itinga. E até o poeta Ferreira Gullar viu o seu riscado de um colégio.

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Sarney emplaca novo diretor nacional da Funasa
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Leandro Mazzini

arnaldo

Atualizada quinta, 17, 21h18 – Mesmo sem mandato e aposentado da política, o ex-senador José Sarney tem mandado muito no Governo, aliado ao presidente do Senado, Renan Calheiros (novo amigo de infância da presidente Dilma). Anteriormente a Coluna publicou que Renan apadrinhou o nome, o presidente do Senado nega veementemente e ratifica o que já avisou à presidente Dilma, não vai indicar nenhum apadrinhado para cargo político.

Sarney emplacou na diretoria nacional da Funasa Arnaldo Melo (PMDB), até esta semana desempregado em setores públicos. Vem a ser o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, vice na chapa derrotada de Edinho Lobão ao Governo.

Arnaldo será o homem de Sarney na bilionária Fundação Nacional de Saúde, há anos um departamento do PMDB no Governo.

Em tempo, Sarney tirou duas semanas de descanso na Ilha de Curupu em São Luís, onde repousa com dona Marly, após uma maratona de visitas no interior do Amapá.

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No ostracismo, Sarney bate às portas com lista de apadrinhados
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Leandro Mazzini

Foto: Arquivo Ag Senado

Foto: Arquivo Ag Senado

Aposentado da política, mas não do Poder, o ex-senador José Sarney passa por situação vexaminosa para a estirpe dos ex-presidentes da República.

De posse de uma lista de nomes, telefona para ministros da Esplanada e para o Palácio do Planalto, solicita audiências e – nas que consegue – pede cargos para afilhados, na condição de cacique do PMDB. São aliados desempregados no Amapá e Maranhão, Estados que já foram seus redutos eleitorais.

De pequenas vagas, com salários de menos de R$ 1 mil, a uma superintendência de um banco estatal no Nordeste, o veterano distribui a lista sem titubear, mas constrange os petistas.

O caso foi tema de rodinha de ministros no Congresso Nacional do PT. Ninguém sabe o que fazer com Sarney. Primeiro, porque ele não tem mais ‘o que entregar’, sem mandato e sem o controle do governo do Maranhão. Segundo, porque todos sabem – e lembram veladamente – que ele votou em Aécio Neves para presidente da República ( TV o flagrou na urna), e não na aliada e vitoriosa presidente Dilma Rousseff.

O ex-senador continua a morar numa ampla casa no Lago Sul em Brasília, que o acolheu por anos; montou escritório na capital e transita por ministérios com as demandas.


Para segurar PMDB, Dilma afaga Sarney com indicação para STJ
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Leandro Mazzini

Dilma e Sarney - Eles têm conversado sobre PMDB. Foto: ABr

Dilma e Sarney – Eles têm conversado sobre PMDB. Foto: ABr

A nomeação para o Superior Tribunal de Justiça do desembargador maranhense Reynaldo Fonseca, do TRF da 1ª Região, aos olhos de políticos é a indicação de que a presidente Dilma afaga o ex-senador José Sarney e quer segurar como pode parte do PMDB – séquito do veterano cacique – em razão de já ter perdido grupo significativo capitaneado por Eduardo Cunha e Renan Calheiros, presidentes da Câmara e Senado.

O desembargador era declaradamente apadrinhado por Sarney, a despeito do bom currículo – a exemplo dos outros dois nomes da lista tríplice entregue em meados de março a Dilma. Outros 20 nomes concorriam à vaga antes da lista tríplice. Reynaldo foi apontado como um candidato apadrinhado pelo PMDB.

A presidente tem consultado discretamente o ex-senador sobre o PMDB e governabilidade. E outra mostra de aproximação com o cacique foi a presença dele como convidado de honra na posse do ministro da Secom do Planalto, na terça-feira (31). Dois dias depois a presidente anunciou a escolha do desembargador maranhense para o STJ.

A batalha da Justiça continua. Existem ainda três vagas em aberto no STJ. A presidente Dilma deve nomear nas próximas semanas o futuro ministro para a vaga de Joaquim Barbosa no STF. A decisão pode ser sinal de que ela vai avançar nas nomeações este mês, diante da possibilidade de a ‘PEC da Bengala’ ser aprovada em segundo turno na Câmara e promulgada pelo presidente do Congresso.

Se a PEC for promulgada, Dilma perderá cinco indicações apenas para o STF. Assim, dançam por ora os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Luís Adams (AGU), que sonham com futuras vagas.


FHC provoca, e Sarney balança sobre PSDB
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Leandro Mazzini

Sarney e FHC, em encontro no Senado. Foto Arquivo Ag. Senado

Sarney e FHC, em encontro no Senado. Foto Arquivo Ag. Senado

Imortais da Academia Brasileira de Letras, onde raramente aparecem – à exceção de posses, como neste encontro relatado – os ex-presidentes da República José Sarney e Fernando Henrique Cardoso colaram por duas horas no coquetel em homenagem a Evaldo Cabral de Mello (irmão de João Cabral de Mello Neto), na Casa de Machado, semana passada.

Uma amiga de ambos questionou tamanha afinidade, e perguntou a FHC se houve convite para Sarney deixar o PMDB. ‘Se ele quiser ir para o PSDB, eu convido’, brincou o tucano. Sarney, após um gole seco, titubeou e disse que prefere ficar onde está.

Aliás, a quem interessar (acorda, dona Dilma!), a dupla conversou sobre as belezas do Rio, de Portugal e sobre o governo federal – mas este ficou sem elogio algum.


Sarney monta escritório em Brasília que pode acolher sua fundação
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Leandro Mazzini

sarneyvale

O ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB) alugou um prédio no Lago Sul em Brasília e determinou sua reforma.

Ex-governador do Maranhão e ex-senador pelo Estado e também por Amapá, Sarney avisou a aliados que pretende continuar em Brasília, perto do Poder. Já avisou que sai da política, mas a política não sairá dele.

Entre os amigos, há quem diga que o veterano prepara a futura sede da Fundação da Memória Republicana Brasileira, com seu acervo, hoje alvo de polêmica em São Luís (MA), por ocupar um convento.


José Sarney, a despedida
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Leandro Mazzini

Contam ilustres moradores que em reunião num luxuoso condomínio na Península, em São Luís (MA) – onde especula-se que deve residir – foi cogitado meio à brinca, meio a sério, o nome do senador José Sarney para síndico em 2015. E unanimemente recusado. A muitos quilômetros da capital, o prefeito aliado de Arame, no interior, resolveu batizar uma avenida de 2 km com o nome do patriarca do conhecido clã político no Estado.

Estes dois episódios locais demonstram como um dos mais longevos mandatários do Brasil, às vésperas de sua aposentadoria, tornou-se amado e odiado Meses atrás, quando especulações de sua retirada rondavam o Congresso, as perspectivas climáticas para o outono brasileiro descreviam curiosamente o momento vivido por seu José Ribamar, nome de batismo: a estação de transição entre o verão e o inverno contou com nevoeiros, mudanças rápidas e temperaturas amenas – tal como José Sarney com sua aposentadoria.

Uma transição sob um nevoeiro vindo de um tempo político de incertezas; uma mudança repentina de projeto de poder decidida durante um período pré-eleitoral brando com o foco do País na Copa do Mundo. Sarney viveu seu outono de março a junho dedicado a esboçar cenários, do alto de sua experiência de 60 anos de mandatos, que o incluíssem numa era da política nacional onde cada vez mais jovens e uma nova sociedade requerem seus lugares nos plenários, gabinetes e palácios.

Em momentos de introspecção, olhou para as conquistas do passado, pensou o futuro e decidiu ficar onde está: descobriu que não há mais lugar para ele. É hora de sair do Poder – embora Sarney tenha deixado claro: o Poder não sairá dele. Contudo, diferentes conjunturas locais nas suas bases do Amapá e do Maranhão, forças políticas regionais surgidas no debate democrático e fortalecidas pelas redes sociais, e uma geração que reivindica faces renovadas no Poder forçaram a escolha do veterano.

Discretamente, o homem que nunca perdeu uma eleição recorreu ao literato que é para traçar uma justificativa à altura de quem já foi rei (ou melhor, presidente, dá no mesmo). Saiu-se por cima pelo menos em nota oficial: é hora de cuidar da família.

Queiram ou não os brasileiros, Sarney continuará a ser o cacique que é, no Maranhão com ou sem governo, e no PMDB e no restante do País. Amado por uns e odiado por muitos – ressalte-se aqui que esse “ódio” é uma rejeição natural contra alguém com essa longevidade política – reverenciado por militantes e políticos ou esculachado por adolescentes e adultos que o veem como um “dinossauro”, referência tão recorrente nas redes sociais. Tornou-se uma figura emblemática.

Deputado, governador, senador, fez de si um homem público aliado de todos os governos e Poderes nessas décadas consecutivas, uma invejável colocação que o colocou sucessivamente em vitrines – e usou isso para manter apadrinhados em várias esferas públicas, desde prefeituras, passando por palácios de governos e tribunais, ministérios e Presidência da República.

Daí a rejeição ao cacique, um misto de inveja dos que não desfilam como ele, aliada ao reclame popular de que Sarney sempre abusou da sorte e do Poder público, com fortes indícios de uso em causa própria. Tornou-se assim, pelo “conjunto da obra”, a maior personificação do paternalismo e do patrimonialismo, tão combatidos por quem luta por amadurecimento político e partidário no Brasil.

Principalmente por isso, nessa não comedida relação de público e privado, há apontamentos aqui e acolá, declaradamente ou à boca pequena, sobre indícios de enriquecimento ilícito da família na aquisição de bens no Maranhão e pelo País, de uma ilha no oceano onde ele se refugia para escrever seus livros, de um suposto castelo em Portugal, sem esquecer de um filho alvo da Polícia Federal e por ter censurado O Estado de S.Paulo, que tem uma página pronta sobre as maracutaias do primogênito em negócios com dinheiro público etc. Ou pelo simples fato de tomar para sua propriedade o Convento das Mercês, em São Luís, para seu memorial e futuro mausoléu.

Obviamente, pelo visto, Sarney fez por onde provocar a inteligência do brasileiro. Difícil prever como será lembrado daqui para a frente. Se pela biografia Sarney, de Cristina Echeverria, na qual disseca a figura com seus defeitos e qualidades; se pelo ousadíssimo Honoráveis bandidos, de Palmério Dória, no qual relata bastidores do clã. Ou pela resenha diária de jornais e sites que ficarão também para a memória popular.

Um estadista, nunca deixou de ser. Diplomático, atencioso com interlocutores, um intelectual literário elogiado pela crítica, perfil que o levou à Academia Brasileira de Letras. Teve papel fundamental na transição democrática com o fim do regime militar, numa Presidência que caiu no seu colo da noite para o dia com a morte de Tancredo Neves. Negociou bem com os militares para que não houvesse um retrocesso, conta quem com ele conviveu nos períodos conturbados. Teve seu mérito, não muito reconhecido até hoje. Mas um homem, que já foi – ou ainda é? – o mais poderoso do País por oito anos, avaliza isso.

Tudo vem de um episódio sigiloso ocorrido na eleição de 1989. Quando ainda media forças de intenção de votos com Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Collor foi chamado por nobres generais do Exército, numa reunião na qual o avisaram que queriam a vitória de Collor, porque, se Lula vencesse a eleição, os militares tomariam o Poder novamente. Collor nada falou e não fechou aliança alguma com os milicos.

Quando venceu a eleição, continuou a respeitá-los dentro dos protocolos democráticos. Mas foi Sarney quem segurou para valer a revolta da caserna à ocasião, e, mesmo presidente, sempre apoiou o sindicalista Lula em todas as demandas, dentro ou fora do Palácio. Daí depreende-se, para quem não sabia, a tamanha devoção do ex-presidente Lula ontem e hoje para Collor e Sarney – tão xingados por ele, mas faz parte do jogo do Poder.


Despedida de Sarney contou com sete senadores, sem presidente Renan
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Leandro Mazzini

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Foto: Ag. Senado

No discurso de despedida proferido pelo senador José Sarney (PMDB-AP), nesta quinta-feira, havia apenas sete senadores pouco antes das 16h, quando o encerrou.

Revezaram-se 17 durante a fala. Mas a ausência sentida foi a do presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).

A despeito de todas as críticas ao ex-presidente da República, como fisiologismo em estatais e domínio e manutenção do Maranhão com índices ruins de igualdade social por décadas, o senador que se despede da vida pública tem seus méritos.

Como presidente, segurou a transição democrática com os militares após a morte de Tancredo Neves, e valorizou muitas carreiras dos servidores públicos.

Com Maurício Nogueira