Coluna Esplanada

Arquivo : Câmara

Por Aviação e Saúde, grupo de Picciani promete até 25 votos
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Leandro Mazzini

O PMDB da Câmara, da turma do líder Leonardo Picciani, tem garantido a Lula e aos ministros palacianos que entrega de 20 a 25 dos 69 votos da bancada no plenário contra o impeachment, na votação de domingo.

Mas discretamente o grupo pró-Dilma na bancada condiciona o apoio à manutenção dos ministérios da Aviação Civil e Saúde, para os deputados Mauro Lopes (MG) e Marcelo Castro (PI), respectivamente.

A conferir. Dilma avisou publicamente que reforma – se houver – só será após a votação, dependendo do resultado.

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Planalto conta com 216 pró-Dilma em plenário – no cenário mais otimista
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Leandro Mazzini

Foto extraída do blogdomagno.com.br

Foto extraída do blogdomagno.com.br

Um clima de ânimo inusual para o tenso ambiente tomou os gabinetes do terceiro e quarto andares do Palácio do Planalto desde semana passada.

Lula está animado, por isso anda alfinetando o vice-presidente Michel Temer em público. Os ministros palacianos contabilizam hoje, na surdina, 216 votos pró-Dilma, já com esperada traição. Para se manter ela precisa de 172 votos – ou que a oposição não alcance 342.

No pior dos cenários, esse contingente pró-Dilma cai para 190 votos. Ainda o suficiente.

Expoentes do Congresso Nacional repararam no silêncio obsequioso do ministro Ricardo Berzoini (Governo). Há dois meses não dá as caras na mídia ou em reuniões fora do Palácio. É ele quem tem a planilha dos votos, e Jaques Wagner (Gabinete) ficou com a missão de desconversar na mídia.

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PP pede a presidência da Caixa
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Leandro Mazzini

ciro

Te cuida, Miriam Belchior.

O Partido Progressista avisou aos ministros do Palácio ontem que a presidente Dilma pode manter o apoio de boa parte da bancada na Câmara – não a maioria – se conseguir a presidência e principais diretorias da Caixa Econômica Federal.

Por ora, oficialmente, o PP está com um pé fora da nau petista. Até ontem, a ala oposicionista da legenda contava 35 dos 49 deputados com votos contra Dilma no plenário da Câmara.

O partido mantém o controle do Ministério da Integração Nacional, com o técnico Gilberto Occhi – aliás, ele é egresso da Caixa. A pasta pode ficar com Cacá Leão, deputado federal filho do vice-governador da Bahia, aliado do PT.

Cobrado por uma posição pela bancada, em reunião nesta quarta (30), o presidente do partido, Ciro Nogueira, adiou a decisão sobre votar contra ou a favor do Governo para a véspera da votação na comissão especial do impeachment, para daqui duas semanas.

É um sinal de que o Planalto tem este prazo para decidir sobre o pedido de presente dos ‘pepistas’.

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Vice-líder do Governo acusa Temer de negociar cargos em bancos e Petrobras
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Leandro Mazzini

silvio

Vice-líder do Governo na Câmara, o língua afiada Silvio Costa (PTB-PE) soltou o verbo na tribuna do plenário.

Acusou o vice-presidente Michel Temer de ‘golpista’ e cravou que o vice já promete presidências de bancos estatais e até diretorias da Petrobras para ganhar apoio de partidos, no plenário, pró-impeachment da presidente Dilma.

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Opositor dá uma ‘direta’ e leva resposta de ministro
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Leandro Mazzini

rubens

Um opositor do Governo deu uma direta numa crítica à presidente Dilma e levou uma e de esquerda, de pronto, num embate verbal na última terça, no Congresso.

Para o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), o discurso da presidente Dilma no Congresso não passou de “mais um estelionato”. “Ela deveria ter pedido desculpas à nação, como fez o antecessor dela à época do mensalão”.

Bueno não contava com o ouvido atento do ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, que respondeu de pronto, ao seu lado: “A presidente foi consistente e respeitosa ao Congresso. O País precisa de ambiente qualificado e respeitoso entre os poderes. Essa foi a mensagem”.

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Missão árdua: Guimarães completa um ano na liderança do Governo
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Leandro Mazzini

Foto: ABr

Foto: ABr

O líder do Governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), completa esta semana um ano no cargo. Uma missão nada fácil para quem passou 2015 inteiro defendendo simultaneamente o PT e as ações da criticada presidente Dilma.

Com a saída do ministro Gilberto Carvalho do Planalto, Guimarães passou a ter protagonismo maior, no Congresso, de defesa também dos movimentos sociais, que têm se distanciado da gestão.

“Os movimentos sociais são a pedra fundamental de sustentação do Governo”, diz.

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A autofagia no PMDB: termina hoje prazo de candidaturas para líder
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Leandro Mazzini

picci Hoje é o último dia para deputados do PMDB se inscreverem para disputar a liderança do partido na Câmara. O prazo encerra-se às 19h.

Até este horário, estima-se que o único concorrente contra o líder Leonardo Picciani (RJ), que tentará a reeleição dia 17, será Hugo Motta (PB), apadrinhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ) – ex-aliado de Picciani.

Em questão, o comando da maior bancada da Casa e, em especial, o seu rumo: se será governista, como atualmente, ou independente (ou até de oposição), a exemplo de Cunha.

Deputados que circulam pelo gabinete da liderança não descartam, porém, uma ‘terceira via’ – mas indicado por um dos dois ( Picciani ou Motta ) a fim de pulverizar os votos de uma das partes.

Um nome cotado desistiu há duas semanas. Era o mineiro Leonardo Quintão – que apareceu sorridente em cumprimentos a Picciani num restaurante e surpreendeu seus até então aliados. Aos próximos, Quintão jura que ganhou apenas a vice-liderança da bancada.

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Novo líder deixa bancada do PT otimista na relação com Planalto
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Leandro Mazzini

ABr

ABr

O Partido dos Trabalhadores está mais otimista com o novo líder na Câmara, o deputado federal baiano e ex-ministro (MDA) Afonso Florence, que assume hoje.

Ele tem excelente interlocução com o chefe da Casa Civil, o conterrâneo Jaques Wagner, e a bancada acredita que terá maior acesso ao Planalto.

O petistas estimam também que Florence terá (literalmente) voz mais ativa na tribuna, ao contrário do ex-líder Sibá Machado, alvo de sarcasmo e discriminação por seus pares. Florence foi elogiado até pelo opositor Pauderney Avelino (DEM-AM).


Movimentos contra Governo vão apostar na guerrilha virtual
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Leandro Mazzini

Foto: Reuters

Foto: Reuters

A ordem dos movimentos que hasteiam bandeira do impeachment da presidente Dilma, que será discutido na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro, é intensificar táticas de guerrilha nas redes sociais.

A autocrítica é de que a “desmobilização virtual” foi a grande responsável pela queda vertiginosa de público nas últimas marchas pelo Brasil.

Na outra ponta a base governista e os movimentos sociais que apoiam o Governo apontam que não há razão para abertura do processo, diante do pagamento de R$ 72 bilhões da União a bancos para zerar as ‘pedaladas fiscais’, motivo do pedido de impedimento acolhido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

Há movimentos prós e contra o processo, que ganham os debates na sociedade civil.

Partidos da base lançaram uma campanha pela ‘legalidade do Governo Dilma’, e seus expoentes rodam o País em explanações públicas, apontando perseguição da oposição e falando em ‘golpe’.

Alguns analistas indicam que a massa popular pode fazer a diferença, a favor ou contra a presidente. O presidente da Associação Nacional de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, aponta que não há impeachment sem pressão popular. Lembra que a queda do ex-presidente Fernando Collor iniciou nas ruas com os tradicionais caras-pintadas. “O clima das ruas está frio”, resume.

Manhanelli afirma que, além das denúncias que atingem em cheio figurões do governo e do PT, a grave crise econômica que afeta o País pode ser impulsionador do processo de impeachment. “Dê instabilidade política ao povo e ele devolverá com instabilidade política”, afirma o professor, em citação livre do escritor inglês Karl Marx.


Câmara segura há dois anos projeto popular de criminalização do caixa 2
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Leandro Mazzini

O plenário da Câmara em dia de sessão do Congresso: sempre foi assim, a pauta por conveniência corporativista.

O plenário da Câmara em dia de sessão do Congresso: sempre foi assim, a pauta por conveniência corporativista.

Está parado na Câmara dos Deputados há dois anos o projeto de iniciativa popular (nº 6813/2013) que criminaliza o Caixa 2. Depois de protocolada, a proposta foi à Comissão de Finanças e Tributação e ali estacionou.

 

Engajado em todas as frentes que dizem respeito ao combate à corrupção, o juiz Marlon Reis prevê que as eleições de 2016 serão as mais “judicializadas” da História recente.

 

Com caixas reduzidos, sem doações empresariais e o fim das campanhas holywoodianas, candidatos e partidos vão apostar mais no tapetão (e na internet) do que nas ruas.

 

Com os caixas vazios após a Justiça banir doações empresariais, partidos já mobilizam o exército de cabos eleitorais virtuais para as eleições deste ano. No vale tudo, espera-se (infelizmente) até os tradicionais perfis falsos para disseminar as “propostas” dos candidatos.

 

Colaborou Walmor Parente