Coluna Esplanada

Arquivo : PF

Anotações de Machado preocupam núcleo do PMDB
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Leandro Mazzini

O pânico de caciques do PMDB vai além das gravações reveladas a conta-gotas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, e pelo noticiado esquema de R$ 70 milhões em propinas para o núcleo do partido.

Os senadores Renan Calheiros, Edison Lobão, Romero Jucá e o ex-senador José Sarney temem o que pode conter no material apreendido pela Polícia Federal na 15ª fase da Operação Lava Jato na casa de Machado, em Fortaleza.

A informação sigilosa é de que há planilhas com nomes e valores nos mesmos moldes do controle do ‘diretoria de propinas’ da empreiteira Odebreccht.

Na operação Catilinárias, a PF também fez devassa em residências e escritórios de Eduardo Cunha, de Henrique Alves, hoje de volta ao Ministério do Turismo, e de Edison Lobão.

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Este é o destaque da coluna publicada hoje na rede Esplanada de jornais em 25 capitais, cujo material foi enviado na sexta às 20h30


Delegada da Lava Jato lidera lista tríplice para diretora da PF
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Leandro Mazzini

Atualizada terça, 31, 14h05 – Delegada da Lava Jato que deu nome à Operação, Érika Marena, de Curitiba, lidera lista tríplice da Associação Nacional dos Delegados de PF para diretora-geral da PF. A Coluna antecipou ontem que ela é a favorita da classe para comandar a corporação.

A lista acaba de ser anunciada, na qual votaram mais de 2.500 delegados associados. Érika obteve 1.065 votos.

Por lei, o cargo de diretor deve ser de um delegado federal de classe especial, e a categoria oferece uma lista par escolha do presidente da República.

Os outros votados, nesta ordem, que completam a lista, são Marcelo Eduardo Freitas (924 votos) e Rodrigo de Melo (685 votos) Teixeira, ambos da Superintendência de Minas Gerais. Não é tradição que o ministro e o presidente da República escolham o mais votado da lista.

A lista será submetida à avaliação do presidente Temer e do ministro da Justiça, Alexandre Moraes. O atual DG da PF, Leandro Daiello, segundo informações de bastidores, deve sair em Agosto após os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Enquanto isso, a Federação dos Policiais Federais avisou que também quer ter espaço na escolha do futuro DG.

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Policiais federais querem escolher diretor-geral
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Leandro Mazzini

boudes

Os Policiais Federais associados à Fenapef, a exemplo dos delegados, também querem votar em lista para escolher o diretor-geral da PF, e não se importam que seja um delegado – categoria que deve ocupar o cargo, por lei, e que sempre criticaram.

Luiz Antônio Boudes, presidente da Federação, alega que a categoria abrande 90% da corporação e tem o direito, e também com voto dos aposentados.

“Apesar de não ter previsão legal, temos recebido manifestações de todo o Brasil para opinião dos policiais”, diz ele.

Por outro lado, o presidente da Associação dos Delegados de PF, Carlos Eduardo Sobral, cita a lei que determina a escolha pelos delegados, exclusivamente, e rebate: “Delegados têm a prerrogativa, assim como os promotores tem as suas na escolha (da lista do MP)”.

Hoje, a ADPF solta lista tríplice com os nomes mais votados pelos delegados para entregar ao presidente Michel Temer e ao ministro da Justiça, Alexandre Moraes. O atual DG, Leandro Daiello, deve sair após a Olimpíada.

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‘Lava Jato’ vai comandar a Polícia Federal
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Leandro Mazzini

Reprodução do Youtube

Reprodução do Youtube

A delegada federal Érika Mialik Marena, uma das principais investigadoras da Lava Jato – e quem deu nome à famosa operação – está prestes a se tornar a nova diretora-geral da Polícia Federal.

Ela já tem o indicativo da maioria dos votos da lista tríplice da categoria, recém elaborada pela Associação de Delegados de PF e que será apresentada hoje.

O Governo Michel Temer foi avisado da saída de Leandro Daiello da diretoria-geral após a Olimpíada do Rio em agosto, a pedido do delegado. O caso é tratado sigilosamente para evitar especulações.

Para Temer, é um avanço político e na gestão. Uma vez com Érika na DG da PF, o presidente da República a inclui no rol de mulheres no alto escalão, e ganha a confiança de variados setores, indicando que não quer interferir nas investigações.

Caso o cenário não mude internamente ou no Governo, Érika pode ser a primeira mulher a comandar a corporação. Ela é de classe especial como manda a regra da escolha ( mais de 10 anos de carreira ), atuou em investigações e operações de campo e especializou-se em investigação contra o crime organizado.

A assessoria de Leandro Daiello nega, mas figurões da advocacia dão como certo que ele e o ex-ministro José Eduardo Cardozo vão abrir uma banca na área criminalista.


PGR e PF vão soltar as operações ‘Senatus’ e ‘do Barba’
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Leandro Mazzini

A sede da PGR em Brasília

A sede da PGR em Brasília

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a força-tarefa da Operação Lava Jato em Brasília (no MP) e em Curitiba (Justiça Federal) preparam duas grandes operações que vão sacudir o mundo político em Brasília e São Paulo: a Senatus e a do Barba – não necessariamente nesta ordem e com estes nomes, mas com estes alvos.

A próxima fase da Lava Jato, a 31ª, deve pegar em cheio o Senado Federal. Não só pela homologação da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro ( a coluna antecipou que havia um áudio bomba  por vir ), mas por tudo o que já se apurou até aqui sobre o que disse o ex-senador Delcídio do Amaral, e sobre os documentos apreendidos nas residências e escritórios do senador Fernando Collor (PTC-AL).

Por baixo, pelo menos quatro senadores estão na mira diante do descoberto até agora: o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) – citado por delatores – e Collor.

A dúvida da PGR e da Justiça Federal é se pedem ao Supremo Tribunal Federal autorização para prisão ou apenas condução coercitiva, seguida de mandados de busca e apreensão em gabinetes e residências.

Já a futura fase 33 é tida como a mais polêmica. É a que, segundo circula nos bastidores da Justiça Federal e do STF, vai cercar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu Instituto. Na madrugada do dia 4 de março a Coluna citou a operação de grande repercussão que estava prestes a sair, a qual culminou com a condução coercitiva de Lula.

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TROPA DE ELITE

Turma jovem e muito reservada, a força-tarefa de Janot e da PF não pega leve. Os procuradores trabalham em meio andar da sede do Ministério Público com acesso restrito.

A força-tarefa leva tão a sério as operações que uma procuradora, de família de Brasília, mudou-se de sua casa para um apartamento funcional, a fim de se concentrar. São de suas mãos que saem os pedidos de prisão e condução de políticos.


Pimentel se reuniu com advogado no fundo de padaria em Brasília
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Leandro Mazzini

Indiciado pela Polícia Federal e no olho do furacão da Operação Acrônimo, o governador Fernando Pimentel (PT), de Minas Gerais, está com medo da imprensa e de andar em público.

Reuniu-se na quarta-feira pela manhã com seu advogado em Brasília no fundo da Padaria Pão Delícia, na quadra 209 Sul, por mais de uma hora.

Os ventos que sopram do STJ em Brasília para as montanhas mineiras dão conta de que Pimentel não passa de 2017 como governador.

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Categorias se unem e desafiam diretor da PF
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Leandro Mazzini

O Diretor-Geral da Polícia Federal está perdendo o apoio das categorias da corporação.

Numa reunião inédita há dias, a ADPF (dos delegados), Fenapf e Fenapol (dos agentes), que sempre se estranharam, cobraram em público ao diretor geral Leandro Daiello a negociação da reestruturação salarial que travara na gestão Dilma Rousseff, sobre reajuste para as categorias.

Daiello, da sede da PF, entrou em viva-voz convidando o grupo para conversar no gabinete, e ninguém aceitou. Todos já tinham informação sigilosa de que ele não conseguiu avançar com Michel Temer.

Os delegados pediam R$ 3,6 mil e devem ficar, no melhor cenário, com R$ 3 mil de reajuste; e os agentes viram cair o prêmio de R$ 2 mil para R$ 1,8 mil.

Da malsucedida reunião por telefone nasceu a lista tríplice que a ADPF dos delegados, categoria do próprio Daiello, entregará a Temer pedindo a cabeça do DG.

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