Coluna Esplanada

Arquivo : polícia federal

Delegados se reúnem em Manaus para debater combate à corrupção
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Leandro Mazzini

Os diretores da Associação de Delegados da Polícia Federal têm reunião em Manaus e devem soltar nota com tom de preocupação sobre a substituição de colegas no comando da Operação Lava Jato, a despeito de as mudanças terem sido negociadas.

Há clima de desconfiança e a classe cita “desmanche da Lava Jato”.

O presidente da ADPF, delegado Carlos Sobral, reunirá o conselho para saber detalhes das substituições de Eduardo Mauat, Luciano Flores e Duílio Mocelin.

A turma, com a presença de alguns da Lava Jato, se reúne na quinta e sexta no 1º Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, com os maiores especialistas do setor.

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Transparência Internacional e PF articulam escritório contra corrupção
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Leandro Mazzini

Os delegados de Polícia Federal receberam com simpatia a proposta de apoio a um escritório permanente de observatório da corrupção e de estudos para inibi-la na gestão pública das diferentes esferas de Poder.

O presidente da Transparência Internacional, José Carlos Ugaz, reuniu-se há dias, no Rio de Janeiro, com o presidente da Associação dos Delegados de PF, Carlos Eduardo Sobral, e o diretor do departamento de combate a crimes fazendários na Superintendência do Rio, Luiz Carlos Cruz.

As entidades vão continuar o debate. A classe dos delegados vai levar o assunto à direção da PF.

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‘Lava Jato’ vai comandar a Polícia Federal
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Leandro Mazzini

Reprodução do Youtube

Reprodução do Youtube

A delegada federal Érika Mialik Marena, uma das principais investigadoras da Lava Jato – e quem deu nome à famosa operação – está prestes a se tornar a nova diretora-geral da Polícia Federal.

Ela já tem o indicativo da maioria dos votos da lista tríplice da categoria, recém elaborada pela Associação de Delegados de PF e que será apresentada hoje.

O Governo Michel Temer foi avisado da saída de Leandro Daiello da diretoria-geral após a Olimpíada do Rio em agosto, a pedido do delegado. O caso é tratado sigilosamente para evitar especulações.

Para Temer, é um avanço político e na gestão. Uma vez com Érika na DG da PF, o presidente da República a inclui no rol de mulheres no alto escalão, e ganha a confiança de variados setores, indicando que não quer interferir nas investigações.

Caso o cenário não mude internamente ou no Governo, Érika pode ser a primeira mulher a comandar a corporação. Ela é de classe especial como manda a regra da escolha ( mais de 10 anos de carreira ), atuou em investigações e operações de campo e especializou-se em investigação contra o crime organizado.

A assessoria de Leandro Daiello nega, mas figurões da advocacia dão como certo que ele e o ex-ministro José Eduardo Cardozo vão abrir uma banca na área criminalista.


PGR e PF vão soltar as operações ‘Senatus’ e ‘do Barba’
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Leandro Mazzini

A sede da PGR em Brasília

A sede da PGR em Brasília

O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, e a força-tarefa da Operação Lava Jato em Brasília (no MP) e em Curitiba (Justiça Federal) preparam duas grandes operações que vão sacudir o mundo político em Brasília e São Paulo: a Senatus e a do Barba – não necessariamente nesta ordem e com estes nomes, mas com estes alvos.

A próxima fase da Lava Jato, a 31ª, deve pegar em cheio o Senado Federal. Não só pela homologação da delação premiada de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro ( a coluna antecipou que havia um áudio bomba  por vir ), mas por tudo o que já se apurou até aqui sobre o que disse o ex-senador Delcídio do Amaral, e sobre os documentos apreendidos nas residências e escritórios do senador Fernando Collor (PTC-AL).

Por baixo, pelo menos quatro senadores estão na mira diante do descoberto até agora: o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) – citado por delatores – e Collor.

A dúvida da PGR e da Justiça Federal é se pedem ao Supremo Tribunal Federal autorização para prisão ou apenas condução coercitiva, seguida de mandados de busca e apreensão em gabinetes e residências.

Já a futura fase 33 é tida como a mais polêmica. É a que, segundo circula nos bastidores da Justiça Federal e do STF, vai cercar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu Instituto. Na madrugada do dia 4 de março a Coluna citou a operação de grande repercussão que estava prestes a sair, a qual culminou com a condução coercitiva de Lula.

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TROPA DE ELITE

Turma jovem e muito reservada, a força-tarefa de Janot e da PF não pega leve. Os procuradores trabalham em meio andar da sede do Ministério Público com acesso restrito.

A força-tarefa leva tão a sério as operações que uma procuradora, de família de Brasília, mudou-se de sua casa para um apartamento funcional, a fim de se concentrar. São de suas mãos que saem os pedidos de prisão e condução de políticos.


Celso Daniel assombra PT: PF prende Ronan Pinto, investigado na morte
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Leandro Mazzini

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Ronan Maria Pinto, dono da Expresso Nova Santo André, preso hoje na 27ª fase da Lava Jato da Polícia Federal, foi investigado na morte do prefeito petista Celso Daniel em 2002.

O empresário foi condenado pela 1ª Vara Criminal de Santo André ano passado por liderar esquema de propinas na gestão do então prefeito do PT. Com ele, também foram sentenciados Sérgio Gomes da Silva, o ‘Sombra’, e o ex-secretário de Serviços Municipais da cidade Klinger Luiz de Oliveira Sousa.

Na prisão de hoje, Ronan foi levado pela PF sob suspeita de participação no esquema do Petrolão, no caso que envolve o pecuarista José Carlos Bumlai e o polêmico empréstimo do BNDES.

A operação de hoje, batizada de “Carbono 14” – provavelmente sobre a origem dos escândalos na Era PT – levou para a cela também Silvinho Pereira, com mandado de prisão, e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, com condução coercitiva.

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Atualização sexta, 1, 14h53 – Pela manhã, a assessoria de Ronan Pinto soltou uma nota oficial:

Há meses reafirmamos que o empresário Ronan Maria Pinto sempre esteve à disposição das autoridades de forma a esclarecer com total tranquilidade e isenção as dúvidas e as investigações do âmbito da Operação Lava Jato, assim como a citação indevida de seu nome. Inclusive ampla e abertamente oferecendo-se de forma espontânea para prestar as informações que necessitassem.

Mais uma vez o empresário reafirmará não ter relação com os fatos mencionados e estar sendo vítima de uma situação que com certeza agora poderá ser esclarecida de uma vez por todas.

Solicitamos à imprensa atenção a essa nota e mais seriedade e sobriedade na apresentação do empresário, assim como nas informações e afirmações que vêm sendo feitas e divulgadas. Todas as denúncias que o envolveram ao longo dos anos foram ou estão sendo investigadas e Ronan Maria Pinto vem sendo defendido e absolvido. A mais recente, uma sentença de primeira instância, onde houve condenação, encontra-se em grau de recurso.

 

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‘Lavajatistas’ apostam que Raul vai cantar como passarinho em Curitiba
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Leandro Mazzini

“Passarinho na gaiola, feito gente na prisão”. O conhecido refrão musical é cantado em Curitiba.

Os ‘lavajatistas’ dão como certa a delação premiada de Raul Schmitd, o homem de US$ 300 milhões.

Ele foi preso em Portugal, na 25ª fase da Lava Jato, na segunda-feira, e aguarda a extradição.

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Delegados da PF lançam campanha por autonomia e contra aparelhamento
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Leandro Mazzini

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Os delegados da Polícia Federal reúnem-se hoje em Brasília para lançar um manifesto pela autonomia da corporação, contra a corrupção e a eventual tentativa de aparelhamento político-partidário da instituição. Dezenas de delegados de todos os Estados desembarcaram na capital federal para o evento, hoje à tarde, na sede da ADPF, a associação da classe.

Segundo a ADPF, “o objetivo da campanha é sensibilizar a população e, principalmente, os parlamentares para a importância de se aprovar a Proposta de Emenda à Constituição 412/2009, que confere à instituição autonomia garantida pela Constituição Federal, para que não haja interferências políticas e governamentais no trabalho da PF”.

A autonomia orçamentária, administrativa e funcional é tema da PEC 412/09, em tramitação na Câmara dos Deputados. Se aprovada no Congresso e promulgada, a Polícia Federal vai contar com a mesma autonomia que hoje é conferida à Defensoria Pública e ao Ministério Público.

Mês passado o presidente da ADPF, Carlos Eduardo Sobral, começou a mobilização da classe diante das especulações da troca de ministro – que se confirmou – por pressão política contra a operação Lava Jato.

A associação vai realizar palestras, seminários, apoio a eventos esportivos como a Corrida contra a Corrupção, e investir pesado em ações nas redes sociais para conclamar o apoio da população. A PF e suas entidades têm grande credibilidade popular pelas ações contra a corrupção nos últimos anos.

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Ministro vai trocar sete diretores da pasta e área de Logística da PF
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Leandro Mazzini

A sede da PF em Brasília. Mudanças à vista.

A sede da PF em Brasília. Mudanças à vista.

Mal entrou no cargo e o novo ministro da Justiça, Wellington César Lima, pediu na última quarta-feira informações à direção da Polícia Federal sobre o departamento de Logística da corporação. O ministro também entrou na sede do MJ fazendo mudanças. Vai trocar o comando de sete importantes diretorias – trouxe seus fiéis seguidores da Bahia.

Na PF, a Logística é responsável pelo bom andamento das operações sigilosas da PF, como a ocorrida na sexta-feira, que levou em condução coercitiva o ex-presidente Lula.

Os policiais a consideram a alma das investigações, por envolver sigilo máximo, a inteligência e deslocamento de agentes e delegados para cumprir os mandados atrás de provas.

A alegação de que não vai haver mudanças imediatas é balela. Ligado ao chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, o novo ministro da Justiça vai substituir ainda neste mês de março os diretores do MJ.

A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, já entregou o cargo na última sexta-feira. A Coluna antecipou que o diretor-geral da PF fica no cargo até Agosto.

Atualização segunda, 7, 14h30 – A assessoria de Regina Miki informa que ela continua à frente da Senasp e tocando os programas.

A Coluna ratifica que ela deixou o cargo à disposição do novo ministro, e que desde o fim do ano passado avalia deixar o ministério por questões pessoais.

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Juízes, procuradores e delegados revoltados com declarações de Lula
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Leandro Mazzini

Revoltou juízes, procuradores e delegados federais o discurso de ‘perseguido’ feito pelo ex-presidente Lula após seu depoimento à Polícia Federal. Meses atrás os integrantes da Força Tarefa da Lava Jato já sabiam que, se ocorresse uma operação tendo o petista como alvo, ele lançaria mão deste discurso para inflamar os movimentos sociais. Não sabiam, porém, as proporções que tomariam.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), pela qual o juiz Sérgio Moro é representado, soltou nota dura.

“A Justiça Federal brasileira e os integrantes do Ministério Público, da Receita Federal e da Polícia Federal agiram nos estritos limites legais e constitucionais, sempre respeitando os direitos de ampla defesa e do devido processo legal, sem nenhuma espécie de abuso ou excesso”.

“Logo, não se trata de espetáculo midiático, nem há enfoque político por parte dos agentes estatais incumbidos desta tarefa, mas o absoluto cumprimento das funções públicas”.

Ainda de acordo com a associação, não há incoerência nas investigações, e a nota reafirmou a importância da consolidação e seriedade das instituições públicas do País.

“A Ajufe e as associações regionais e seccionais que legitimamente representam os magistrados federais do Brasil não se intimidarão com qualquer tipo de ameaça e reforçam a confiança e o apoio aos agentes públicos, em especial aos juízes e servidores da Justiça Federal, para continuarem a agir nos termos legais e constitucionais, sem se afastar do seu destino maior de servir à sociedade e distribuir justiça”.

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Congresso apreensivo: Plantão de Teori e mobilização da PF no Nordeste
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Leandro Mazzini

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Atualizada domingo, 6, 20h57 – Congressistas enrolados com a Justiça, alvos de investigação do Supremo Tribunal Federal, estão apavorados neste domingo com a notícia do plantão do ministro Teori Zavascki, relator do processo da Operação Lava Jato na Corte.

Não só ele, mas todo o núcleo duro do STF, com altos funcionários de outros ministros, ficou de plantão durante este domingo.

Soma-se a este misterioso cenário a mobilização, desde ontem, de mais de 100 policiais federais que desembarcaram em quatro capitais, duas delas no Nordeste. Outros 100 estão de plantão, segundo fonte, conforme revelou a Coluna.

Causou estranheza em colegas o fato de o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), antecipar em horas seu voo para Maceió na última quinta-feira, quando vazou para a imprensa a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) – vale lembrar que certo dia, meses atrás, Renan provocou: quem sabe da Petrobras é Delcídio.

(O presidente do Congresso nega, mas é dado como público o seu apadrinhamento ao então diretor da Transpetro, Sérgio Machado, que deixou o cargo pressionado ano passado).

Na sexta pela madrugada a Coluna revelou a reunião na quinta à noite do PGR Rodrigo Janot, que precedeu a operação de condução coercitiva do ex-presidente Lula ( detalhes aqui ).

A apreensão entre congressistas neste fim de semana é notória pelo fato de ter sido numa reunião de plantão noturno, comanda pelo ministro Teori, a decisão de autorizar prender o senador Delcídio.

O senador petista está em São Paulo neste momento.

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LAVA JATO E ZELOTES

O ministro Teori já voltou para casa, onde está reunido com a família, mas sua força-tarefa continua na sede do STF.

Há rumores de que o plantão deve-se à homologação da delação premiada do senador Delcídio – o ministro vai acolher o conteúdo em parte, com vetos ( veja aqui ). Embora também haja uma suspeita de que o ministro possa autorizar uma operação policial nesta segunda-feira envolvendo mandatários.

A PF também atua forte em outra frente, numa investigação que atinge em cheio a República congressista – a Operação Zelotes. Na última fase, os agentes descobriram uma lista bombástica, na casa de um funcionário público. A lista de propinas de empresas para servidores e políticos.