Coluna Esplanada

Arquivo : China

Maia já tem data para assumir a presidência da República
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Leandro Mazzini

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem data marcada para ocupar a presidência da República como interino em setembro, por uma semana.

Após a esperada queda de Dilma Rousseff no processo em agosto, Michel Temer vai à China, a convite do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que programa a agenda.

Os chineses são os maiores compradores de carne e commodities agrícolas do Brasil.

Temer estuda esticar a viagem à Rússia, onde também derrubou barreiras comerciais quando vice-presidente. Tem ótima relação com o premiê Medvedev.

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Deng e a China: o que Dilma poderia aprender com o legado do líder
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Leandro Mazzini

Foto: chinadaily.com

Foto: chinadaily.com

Nestes tempos de necessidades de fortes reformas, que não ocorrem – o ex-ministro Joaquim Levy (Fazenda) saiu reclamando -, a presidente Dilma Rousseff pode ter no saudoso Deng Xiaoping (1904-1997) uma inspiração.

O líder revolucionou a China ao peitar o próprio partido. No Brasil, há uma Brizolista de alma, neófita num Politburo tupiniquim –  e ambos perdidos, pelo que se vê.

Palavras do líder, no livro ‘A China de Deng Xiapong’, de Michael E. Marti (Nova Fronteira), no início dos anos 80:

“A melhor política nesses tempos é a da construção. As piores ameças à estruturação são o dogmatismo, a atitude livresca e as velhas ideias e os velhos conceitos que se encontram ainda profundamente enraizados em muitos membros do partido”.

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Aviões de chineses e brasileiros lotam pátio do aeroporto de Brasília
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Leandro Mazzini

Uma prova de como os chineses desembarcaram com apetite em Brasília. Além do gigante Boeing 747-81, que trouxe o primeiro-ministro Li Keqiang e a comitiva do Governo da República Popular da China, além de empresários, mais quatro jatinhos com autonomia para voos intercontinentais estão ‘hangarados’ nos pátios do Aeroporto JK: três Gulfstream e um Challenger, que trouxeram os empresários bilionários dispostos a investir no Brasil.

Nas companhias de táxi aéreo há aviões também dos empresários brasileiros, que desembarcaram em Brasília com o objetivo de negociar com os chineses.

Fora o oba-oba que o Governo passa para a mídia sobre a visita da comissão chinesa e os prometidos US$ 53 bilhões de investimentos, o que os chineses dizem à meia boca é bem diferente: para a turma oriental, o Brasil está em liquidação e a hora de comprar barato é esta!


‘G10 da Guerra’ investiu US$ 1 trilhão nas Forças Armadas em 2014
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Leandro Mazzini

Helicópteros em porta-aviões dos EUA: o país é líder em gastos, com meio trilhão de dólares. Foto: OTAN

Helicópteros em porta-aviões dos EUA: o país é líder em gastos, com meio trilhão de dólares. Foto: OTAN

Uma das pautas extra-oficiais debatidas nos corredores da Cúpula das Américas na Cidade do Panamá é a artilharia financeira para guerras. Após três anos em queda no índice, os 10 países que mais direcionam dinheiro para defesa – e também ataque – investiram pesado em 2014.

Pesquisa do International Institute for Strategic Studies mostra que a Rússia, com suas investidas (o País nega) na Ucrânia, aumentou em 8,3% o orçamento para tropas – US$ 70 bilhões.

Enquanto o Brasil míngua e faz soldados saírem da caserna nos fins de semana, para economizar alimentos, os Estados Unidos lideraram a lista com US$ 581 bilhões investidos, seguidos de longe pela vice, a China, que aportou US$ 129 bilhões nas forças armadas.

Outros países: Japão investiu US$ 48 bilhões, India aparece com US$ 45 bilhões, Coréia do Sul com US$ 34 bilhões, Alemanha com US$ 44 bilhões, França com US$ 53 bilhões e Grã Bretanha com US$ 68 bilhões.

Mas o que chama a atenção foi a Arábia Saudita investir estupendos US$ 81 bilhões, dinheiro que não só as ricas reservas de petróleo explicam. Especula-se no Oriente que os sheiks temam a entrada de militantes e insurgentes do temido Estado Islâmico nos Emirados. A Arábia Saudita está bancando a defesa das nações árabes nas fronteiras.


Efeito Lava Jato: Bolívia esnoba brasileiras e contrata empresa chinesa
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Leandro Mazzini

A Operação Lava Jato começa a causar efeito negativo nos negócios das conhecidas e internacionais empreiteiras brasileiras alvos da Justiça.

O governo da Bolívia preteriu as brasileiras e contratou a empreiteira estatal chinesa Sinopec para obras de duplicação de uma rodovia de 58 km, na região de Ichilo, departamento de Santa Cruz.

A obra está orçada em US$ 80 milhões e será realizada em 36 meses. A duplicação da estrada liga Yapacaní a Ichilo.


Força Sindical pedirá à Câmara que investigue ‘chineses de Belo Monte’
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Leandro Mazzini

A Força Sindical começou a mobilizar ontem as centrais CUT e CGT para investigar o consórcio que vai construir as linhas de transmissão da usina de Belo Monte do Xingu (PA) para Estreito (MG).

Baseada na denúncia da Coluna do último sábado, de que a estatal chinesa State Grid pressiona o governo para burlar lei e contratar operários fora da CLT, o presidente da Força, Miguel Torres, acionou o deputado Paulo Pereira da Silva (SDD).

O Partido Solidariedade vai apresentar requerimento na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados para requerer audiência pública e convidar os executivos envolvidos para se explicarem.

O consórcio é liderado pela estatal chinesa (51%) e tem sócias Furnas (24,5%) e Eletronorte (24,5%). Os asiáticos agora exigem que dois terços dos operários sejam chineses – haverá um contingente estimado de 12 mil trabalhadores na obra, cujo início seria em abril deste ano.

‘É uma atitude desastrosa. Não só na questão da mão de obra com chineses, como também na tentativa de contratação via Pessoa Jurídica’, diz o presidente da Força.

O deputado Paulinho da Força mira a presidente Dilma: ‘É um absurdo, é a precarização do emprego e sendo autorizado pela presidente. Vamos verificar como resolver judicialmente’.

Os chineses têm conversado com o diretor da Eletronorte Adhemar Palocci, irmão do ex-ministro. As empresas continuam num silêncio ensurdecedor, apesar de procuradas.


Correios vão operar bases na China e EUA. Alibaba será parceiro
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Leandro Mazzini

correios-uol

Wagner Pinheiro. Foto: Divulgação

De olho no crescimento do comércio eletrônico de produtos – a maioria comprados por brasileiros hoje vêm da China e Estados Unidos – os Correios firmaram um memorando com a gigante de comércio eletrônico chinesa Alibaba, que acaba de abrir capital na bolsa no maior IPO da História. O objetivo é fazer frente a concorrentes num setor cada vez mais disputado, e dar celeridade às entregas, diz o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro. ‘Pretendemos ter uma base na China para preparar a vinda de objetos, de produtos que o brasileiro compra’, diz o presidente.

Na esteira da mudança da marca, aos 350 anos, a estatal anuncia a entrada para valer no setor bancário, com atendimento do Banco Postal a pessoas físicas e jurídicas dentro de suas agências, e também no pessoal: gradativamente, os carteiros vão operar nas ruas com aparelhos nos quais poderão monitorar encomendas em tempo real.

Pinheiro reforça a negociação para a compra de 49,9% da Rio Linhas Aéreas, com o objetivo de criar a companhia aérea da estatal, sem descuidar da grande frota terrestre: a médio prazo, não será surpresa para a população ver diariamente as equipes de entregas com motonetas e carros elétricos. Revela que já conversa com as grandes operadoras de telefonia brasileiras para lançar o celular virtual, nos moldes do case de sucesso italiano, e lembra que a empresa se prepara desde já para a maratona que pode levar a estatal ao reconhecimento internacional, como operador logístico oficial dos Jogos Olímpicos de 2016. Leia mais nesta entrevista , concedida dia 27 de agosto e agora publicada, cujo resumo foi divulgado no programa Esplanada WebTV.

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O que motivou a mudança da marca , e o que significa para os Correios e para a população?

A nova marca é fruto de um processo que chamamos de revitalização dos Correios. A partir de uma mudança legal em 2011 realizada no Congresso Nacional (Lei 12.490), o governo ampliou o objeto social da empresa, podendo atuar em novos ramos de atividades. Com o objetivo de usar bem a sua presença nacional, a sua capilaridade e seu grande corpo funcional. Então hoje podemos trabalhar de maneira mais ativa o que chamamos de serviços postais eletrônicos.

Estamos ampliando muito a logística integrada, que é um trabalho que fazemos junto a empresas vendedoras de produtos e serviços da população de maneira que ajude no seu estoque, desde a fábrica até a entrega ao cliente. Com a aprovação da lei também pudemos ampliar nossa atuação no setor financeiro, e ao lado do Banco do Brasil estamos criando uma instituição financeira que oferecerá todos os serviços que uma instituição financeira oferece.

Então os Correios terão um banco?

Isso. Somos correspondente bancário hoje do BB. E ao lado do Banco do Brasil vamos criar um banco e oferecer todos os produtos, além da possibilidade de pagar contas, receber salários, benefícios de previdência; ter uma conta comum e você pegar um empréstimo pessoal, você vai poder fazer empréstimo consignado, empréstimo rural, capitalização , seguros…

Sob o guarda-chuva do BB. Por que o BB?

É o banco de quem somos correspondentes hoje em dia. Estudamos juntos a possibilidade dessa ampliação do serviço, e além de sermos correspondentes do BB, somos absolutamente uma empresa pública. É o Banco Postal.

E quando as agências do Banco Postal vão funcionar como banco? Haverá agências específicas?

Não, serão agências onde há agência dos Correios, ali dentro vai ter o Banco Postal, como é hoje. Em todas as nossas agências próprias temos ali o serviço de Banco Postal. Estamos num projeto piloto, oitenta agências trabalhando para que no máximo no início do ano a gente expanda para todo o Brasil. São mais de 6.500 agências, e entra junto a função da empresa pública. Temos mais de 1.600 municípios nos quais a única agência bancária é o Banco Postal, a agência dos Correios. E isso incrementa a economia, o comércio, ajuda a manter o dinheiro naquela comunidade.

Isso vai ao encontro do que o senhor falou, quando do lançamento da nova marca, sobre a redução das desigualdades regionais?

É nosso papel histórico de contribuir com a diminuição das desigualdades regionais. E junto com isso estamos ampliando o nosso trabalho em logística, para sermos uma grande empresa de logística, trabalhando para termos serviços postais eletrônicos. Vamos ter certificação digital, vamos ter uma prestação de correio digital para a população – na verdade para as empresas que necessitam dos Correios para que a gente encaminhe extratos bancários, contas de luz, telefone, cartão de crédito.

Vamos agregar valor a estes serviços procurando oferecer a um custo menor. É um projeto importante, vamos trabalhar ao lado da Valid, uma empresa de capital aberto dessa área de certificação e de soluções digitais, e em novembro ou dezembro já estaremos operando nos mercados.

O senhor diria que os Correios estavam ‘amarrados’ antes da aprovação da lei 12.490? Por exemplo, o CADE acabou de aprovar a compra de uma companhia aérea.

Nós teremos uma participação minoritária numa empresa aérea e o que vai nos ajudar é fortalecer esta parte de nossa infraestrutura de transporte de carga de maneira que a tenhamos o controle melhor, e uma segurança maior no transporte de carga em todo o Brasil. Podemos também operar no exterior. Estamos com um grupo de trabalho nos Estados Unidos atuando para que a gente tenha uma base para ajudar o exportador e importador brasileiro, ou o próprio cidadão brasileiro que compre aqui.

Firmamos um memorando de entendimento para trabalharmos juntos com a empresa chinesa Alibaba, que é uma grande de transporte e comércio eletrônico. Pretendemos ter uma base na China para preparar a vinda de objetos, de produtos que o brasileiro compra, e trazer para cá. Isso é o que tem por trás do que chamamos da nova marca, ela vem junto desses novos projetos que nascem a partir da mudança legislativa de 2011. Hoje em dia o mercado demanda muito a celeridade de entrega de produtos, o senhor tem vários concorrentes nacionais e internacionais, como no setor que envolve a compra eletrônica.

Assim que tiverem a fusão aprovada os senhores vão comprar mais aviões?

Teremos uma participação minoritária e o objetivo é sim comprar mais aeronaves, estamos inclusive em discussões com a Embraer que tem interesse enorme em ser nossa fornecedora. É uma empresa mundial de ponta, e já estamos em negociações com a Embraer no sentido de ampliar e modernizar a frota de aviões que a Rio Linhas Aéreas possui atualmente.

Já estão avançadas as negociações?

Com a Rio sim, mas com a Embraer não, há grande possibilidade (de compra)

Quantos aviões seriam necessários para atender a demanda ?

Certamente vamos ampliar. O primeiro passo será modernizar a frota aérea. Precisamos no plano de negócios ter aviões mais eficientes, que gastem menos combustível, que parem menos para manutenção, que a sejamos mais rápidos para competir no mercado que tem empresas nacionais, regionais, multinacionais.. é um mercado concorrencial. Não tem oligopólio. A gente disputa de maneira muito difícil com grandes empresas internacionais, mas somos líder de mercado para encomenda.

Eles têm sido mais ágeis?

Não na hora de entregar ao cliente, porque temos 95% de eficiência. Nós hoje trabalhamos firmes nesse mercado de encomendas . Tem empresa média, pequena,nacional, multinacional e tem os Correios que disputam esse mercado para atender a população, que é muito importante para nós.

Os Correios vão usar as agências conceito para ter um feedback do cidadão. Como será feita esta avaliação?

Nós temos uma agência conceito aqui em Brasília, no setor hoteleiro sul, e lá já temos um terminal de auto-atendimento: você pode comprar uma mercadoria de comércio eletrônico , você vai receber um torpedo com senha e contrassenha, vai ao local na data que informarem. Pode também despachar sozinho no auto-atendimento. O objetivo é no futuro colocar em locais de grande circulação para facilitar o acesso.

Sobre o Banco Postal, vai avançar. Há possibilidade de os correios terem caixa eletrônico 24h?

Não, no curto prazo não é a lógica.

Qual a grande novidade do Banco Postal a curto prazo?

O acesso a todos os serviços que o banco tradicional oferece. Pode ter crédito imobiliário, pode financiar uma casa; hoje já possui atendimento de crédito pessoal, mas pequeno. Estamos treinando os funcionários para isso, na universidade corporativa dos Correios, que tem formação cotidiana para todo nosso corpo funcional. O foco junto ao Banco do Brasil será a pessoa física que não possui acesso ao banco. Existem quase 50 milhões que não têm conta em banco. É uma coisa espantosa. É um mercado possível de ser alcançado.

Como é a interface dentro do governo com a Caixa? Vislubram a possibilidade de o Banco Postal, com o crescimento, se tornar um concorrente da Caixa e lotéricas?

Não creio que faremos concorrência. (A lotérica) é o correspondente bancário da Caixa como somos hoje em dia (Com o BB). Vamos ampliar o serviço. Não vamos delimitar os serviços. O cidadão vai poder brigar pelo preço menor para ele.

E o desafio de operar em parceria com organização dos Jogos Olímpicos?

Já estamos trabalhando diariamente com a organização das Olimpíadas no Rio, preparando nossa equipe, fazendo plano de negócios junto com a coordenação, e é um grande desafio e vamos cumprir como fizemos nos Jogos Panamericanos de 2007. Os Correios foram o operador logístico. As Olimpíadas são sete ou dez vezes maior que o Pan, mas é um primeiro passo para confirmar nossa capacidade de fazer nossa prestação de serviços. É um momento muito importante para o futuro dos Correios. Para que empresas de todo o mundo possam confiar no nosso trabalho de operador logístico.

Os Correios têm uma grande frota de veículos, mas há estudos para frota de carros elétricos. Isso será num futuro não muito longe?

É a nossa esperança. Entre carros, motos e caminhões são de 23 mil; 14 mil são motos. Já temos piloto com carro elétrico da Renault, piloto com motoneta elétrica, e a gente quer ter uma grande frota de carros e bicicletas elétricas. Trabalhamos em calçadões de grandes cidades do Brasil com uma espécie de minicontainer que o carteiro vai levando empurrando ou puxando, mas na verdade tem o motor elétrico. A questão ambiental é muito importante para nós. O carteiro usa o smartphone para atender a população e para rastrear objetos. Vai facilitar o trabalho e será mais ágil. Num trabalho de oito horas ele vai ganhar trinta minutos.

Naturalmente os Correios perderam volume de cartas com o advento da tecnologia.

É muito pouco o número de cartas pessoais remetidas pelos Correios. As encomendas crescem , puxadas pelo comércio eletrônico crescente , algo em 20% a 25% ao ano. E as cartas, ao contrário do que acontece nos EUA e Europa, onde caem 10% ao ano, aqui não caem, porque por conta da mudança sócio-econômica da população brasileira, tivemos mais de 30 milhões de pessoas que passaram a ter endereço próprio,conta de água, luz, telefone, abriram conta em banco. A queda não ocrorreu porque tivemos a inclusão no mercado consumidor nos últimos dez anos.

Há possibilidade de os Correios criarem uma companhia telefônica também?

Faremos em conjunto com o correio italiano , que tem uma empresa de telefonia virtual, toda a infraestrutura, tecnologia, know how, conhecimento. Tudo que existe no setor de telefonia. Vamos alugar, comprar de uma empresa de telefonia celular no Brasil. Uma das grandes, e já fizemos uma visita a eles; vamos comprar capacidade, e vender para as pessoas. É quase uma franquia, só com nosso nome.

E qual será a companhia que vai operar no Brasil com os Correios?

No Brasil a conversa será com uma das grandes. Vivo, Oi, TIM, Claro, eventualmente outra. Acreditamos em todas elas. Tivemos de parar o processo por três meses porque houve uma mudança nos Correios italiano , inclusive com a possibilidade de abertura de capital. O governo lá pensa em vender parte dos Correios ou até privatizar. Vamos voltar a conversar agora no início de outubro.


Esplanadeira: Jornal venezuelano ‘ressuscita’ e a ‘cura gay’ chinesa
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Leandro Mazzini

‘Esplanadeira’ é a seção com bastidores, denúncias, dicas, análises – as curtinhas do blog ao fim do dia:

SEGURANÇA É PÚBLICA

O TRT-SP decidiu em acórdão que uma empresa não pode responder judicialmente pela situação de violência que vive a sociedade. Beneficiou a Souza Cruz, que fora condenada em 1ª instância a pagar indenização a funcionário vítima de assaltos.

LIGUEM AS MÁQUINAS!

Notícia boa em Caracas. O secular jornal Impulso conseguiu negociar com o governo Maduro a compra de papel e não vai mais extinguir a edição impressa. Na Venezuela, acredite, o governo controla os insumos para a compra de papel e a tiragem dos jornais..

‘CURA GAY’ CHINESA

Atualização domingo, 14, 17h42 – Veja o que ocorreu na China, e congressistas de Brasília estão de olho: A Organização Mundial da Saúde vai dar assistência a 98 mil pacientes de médicos que prometem a ‘cura gay’ com eletrochoques aplicados no corpo.

O chinês Xiao Zhen, um dos sobreviventes do método, digamos, masoquista, denunciou o ‘tratamento’ em vídeo e chamou a atenção da OMS.

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PT barra CPI e blinda ministro Padilha
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Leandro Mazzini

Pressionada pelo PT, a Mesa Diretora do Senado acaba de engavetar o pedido da CPI da Violação do Direito Humano à Saúde (CPI do Erro Médico), que havia sido aprovada pelo presidente Renan Calheiros.

Dezenas de dossiês contra médicos, em especial de Brasília, com fotos e provas, pararam na mesa do senador Magno Malta (PR-ES), que lutou pela instalação.

Embora os alvos fossem hospitais privados, o PT temia que a CPI atingisse o ministro Alexandre Padilha, pré-candidato ao Governo de São Paulo.

Segundo Malta o objetivo era ‘apurar falhas no sistema público e privado que resultaram em óbitos’. O MPF está de olho em hospitais de Brasília.

Malta complementa: ‘quando eu entrei com o pedido da CPI, recebi e tive todas as assinaturas, e, em seguida, houve uma movimentação no escuro, nas trevas’.

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DISSE TUDO

‘Desaprovo quem usa a máquina para marketing eleitoral como alguns fazem’. A frase é de Gleisi Hoffmann, que entrega tratores todo mês no Paraná, onde é candidata.

TURBULÊNCIA 

O aeroporto de Maricá (RJ), alvo de ataques dos aeroclubes após dois acidentes na cidade, foi citado na CPI do Narcotráfico em 1999 com a ‘conexão com Atibaia’, com suspeitas de operação de transporte de drogas. Está citado nas páginas 844 e 899 do relatório, inclusive com menção a uma pessoa ligada à mais influente família da cidade.

DONA ENGRAÇADA

A presidente Dilma está mais descontraída nas cerimônias públicas por orientação do marqueteiro João Santana. No anúncio dos municípios no PAC 2, ela arrancou risos ao interromper discurso: ‘Tem algo errado aqui hoje. Aumenta o volume, por favor’.

DESAFINOU

Enquanto deputados lideram frente contra uso de animais em pesquisas laboratoriais, e preparam excursões país adentro, o Ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Raupp, defende testes em animais cobaias.

EX-COMUNA É..

Todo petista tem um pé no comunismo. A coluna descobriu a ata de fundação do PCdoB no Paraná com cinco signatários, em 1985. Entre eles Gleisi Hoffmann.

PENSANDO O FUTURO

A turma de Marina anda na ativa. Ocorre dia 29 o Rio Clima 2013. ‘Redistas’ estarão em peso no evento, um dos fóruns mais importantes sobre mudanças climáticas da AL.

MINEIRINHO

Pré-candidato ao governo de MG que evita a mídia, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, não escapa à oposição. O deputado Hauly (PSDB-PR) apresentou requerimento sobre financiamento do BNDES de 2007 a 2013 ao setor privado.

PÓS-ARCANJO

Procurador responsável pela prisão do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro em Mato Grosso, o hoje senador Pedro Taques (PDT-MT) pede mudanças na Lei de Proteção às Testemunhas. Ele aponta vulnerabilidade no sistema.

SOOU O GONGO

A despeito da renovação de contrato para mapeamento de satélites, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, quase foi convocada pela bancada ruralista para explicar atrasos no Cadastro Rural. A turma não desistiu e tentará na Quarta.

ATACANTE É ISSO AÍ

O deputado estadual Rogério Correia (PT) aproveitou a ida da presidente Dilma a BH e, a pedido do presidente do Galo – time da presidente – pediu para que ela interviesse no Banco Central, para liberar milhões de reais retidos com a venda do ponta Bernard.

CHINE$E$

Como a soja veio da China, o Brasil poderá ter de pagar bilhões de dólares aos chineses por uso desta genética. É o que propõe protocolo de Nagoya. Receberia royalties apenas por mandioca, entre outros. Cobrança pode inviabilizar setor.

NA VITRINE

Após denunciar vários políticos por crimes ambientais, procurador da república Mário Avelar quer ser candidato ao governo de Tocantins e negocia ingresso no PDT.

PONTO FINAL

Psiquiatras bolivarianos preocupados com o presidente Maduro, da Venezuela. Diz que tem conversado com Chávez, que renasceu num passarinho que o visita na janela.


CIA: Com redes sociais, jovens terão mais Poder em 2030
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Leandro Mazzini

Divulgado na íntegra para poucos em Dezembro, o relatório de tendências globais do National Intelligence Council (NIC), setor de estudos estratégicos da CIA, indica que o mundo será composto em sua maioria pela Classe Média em 2030, com fácil acesso a bens de consumo duráveis.

O cenário vai ao encontro da política sócio-econômica do atual governo e animou autoridades brasileiras – entre eles ministros e embaixadores – que leem o relatório de cerca de 200 páginas.

Da avaliação de um membro do alto escalão do governo Dilma para a coluna, depreende-se que o mundo em 2030 não será de caos como previsto em filmes hollywoodianos, porém predominará ainda o capitalismo selvagem, o poder bélico como fator de persuasão, mas para o bem a internet será a arma popular. Confira alguns cenários:

  • Jovens terão mais espaço no Poder e Economia por causa da ascensão das redes sociais.
  • Não haverá uma terceira guerra mundial, mas o poder bélico será mais genérico, o atômico menos abrangente, e a tecnologia permitirá a construção de artefatos com alcance cirúrgico.
  • Países de população velha vão decair socialmente e economicamente. Especialmente grande parte da Europa.
  • A construção civil nas metrópoles seguirá uma linha mista de home-office. Milhares de torres de escritórios e residências serão erguidos daqui a  2030. E o mais assustador, na visão do NIC: na proporção do que foi construído no mundo desde o Antigo Egito até hoje, para suprir a demanda populacional e o novo estilo de vida.
  • Os Estados Unidos vão perder sua hegemonia para a China em todos os setores, preveem os próprios americanos. Isso foi revelado na divulgação do relatório em Dezembro. A outra novidade é que a renda per capita no país asiático subirá para US$ 15 mil. Atualmente, é um terço disso.

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