Aliados de Temer contam 60 votos contra Dilma no Senado
Leandro Mazzini
Os ministros palacianos do presidente Michel Temer já contam 60 votos no Senado para sua manutenção no cargo. Precisam de 55.
Dilma já limpa as estantes do Palácio da Alvorada.
Leandro Mazzini
Os ministros palacianos do presidente Michel Temer já contam 60 votos no Senado para sua manutenção no cargo. Precisam de 55.
Dilma já limpa as estantes do Palácio da Alvorada.
Leandro Mazzini
O clima anda quente, muito quente nos corredores do Senado na ala da comissão especial que analisa o impeachment da presidente Dilma.
Na terça, apontou o dedo em riste o senador Romero Jucá (PMDB-RR) para o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) no corredor.
“Daqui a pouco eu volto para ter responder!”, gritou Jucá.
Ao que o petista rebateu, irônico: “Venha!”
O cenário está para faca nos dentes & sangue nos olhos.
Leandro Mazzini
Uma interessante proposta do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) está na Comissão de Constituição e Justiça da Casa aguardando relator.
O PL determina que, em caso de vaga aberta de ministro no Supremo Tribunal Federal, assume o cargo o decano mais antigo do Superior Tribunal de Justiça, temporariamente.
Vale lembrar que, para a vaga de Joaquim Barbosa, a presidente Dilma Rousseff demorou oito meses para escolher o substituto.
Leandro Mazzini
A presidente da República afastada Dilma Rousseff decidiu ir à comissão especial que analisa seu processo de impeachment no Senado fazer a sua própria defesa, dentro de algumas semanas.
Orientada por um aliado próximo, ela topou a ideia e pretende chorar muito. O advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo estará a seu lado.
O desafio, porém, será convencer um público muito diferente do que ela encontrou nas urnas. A última vez que Dilma esteve numa comissão do Senado foi em maio de 2008, como ministra da Casa Civil, antes da sua candidatura ao Planalto, quando se deu bem ao peitar o adversário senador Agripino Maia. Mas as circunstâncias eram muito diferentes.
A despeito da sua decisão, há um esforço tremendo de partidos aliados para fazer o senador Romário se licenciar do cargo, a fim de que seu suplente, do PCdoB do Rio, assuma a tempo de votar por Dilma no plenário do Senado, no dia da sessão do julgamento – assim ela reverteria um de dois votos que precisa para voltar ao cargo.
Atualização quinta, 30/6, 20h22 – Convencida por Cardozo, Dilma desistiu de ir ao Senado. Mas pode mudar de ideia até dia 6, a data programada.
Leandro Mazzini
Há um esforço descomunal dos aliados da presidente afastada Dilma Rousseff na pressão ao senador Romário (PSB) para que se licencie do Senado diante da sua pré-candidatura à Prefeitura do Rio, a exemplo do que fez o senador Marcelo Crivella (PRB), com quem vai disputar o cargo.
O motivo é voto: o suplente de Romário é o comunista João Batista Lemos, ligado a Jandira Feghali e que vota em Dilma. A presidente afastada reverteria, assim, um dos dois votos que precisa no plenário do Senado para voltar ao cargo, no iminente julgamento do processo de impeachment.
O deputado dilmista Silvio Costa (PTdoB-PE) desconversa sobre recente almoço com o senador Romário, mas revela com ponta de sorriso: “Estamos trabalhando”.
Leandro Mazzini
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reunirá a base governista da Casa Alta para jantar com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na próxima terça-feira (28) na residência oficial.
Leandro Mazzini
O Senado Federal terá uma comissão especial para levantar todas as obras com recursos federais inacabadas no País. A decisão do presidente Michel Temer atende a um pedido do presidente do Senado, Renan Calheiros, com quem se reuniu ontem no gabinete no Planalto, após a reunião com os governadores.
Renan Calheiros vai anunciar a comissão até esta quarta-feira. Ainda não há formato definido para o grupo, prazos e como vai trabalhar. Mas há um consenso: destravar obras pequenas e médias paradas por falhas técnicas ou problemas de atrasos nos pagamentos. As obras interrompidas pelo Tribunal de Contas da União por problemas graves após fiscalização não entram no rol.
Os partidos serão avisados para escalar pelo menos dois senadores, por ora. A comissão, com acompanhamento técnico do Palácio, fará uma relação que será encaminhada a Temer e ministros palacianos – e deles para os ministérios responsáveis pela execução das obras.
A prioridade na retomada será para obras de infraestrutura. O Governo quer passar a impressão de que dinheiro há, faltava gestão. A conferir.
Leandro Mazzini
De passagem por Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dedicou a tarde de terça-feira a tentar reverter a posição de um seleto grupo de senadores que votou pelo impeachment da sucessora Dilma Rousseff.
Concentrou o mutirão sobre parlamentares do Distrito Federal e do Nordeste. Voltou para São Paulo menos otimista e retomará a bandeira de antecipação das eleições. Sua última chance, já que hoje lidera as pesquisas.
A articulação de Lula foi centrada nos três senadores do DF, Cristovam Buarque (PPS) e Hélio José (PMDB), ex-petistas, e Antonio Reguffe (sem partido). Mas o trio ‘indeciso’ tem viés pró-Temer.
Lula tentou também a pressão sobre os senadores Antonio Carlos Valadares (SE) e Roberto Rocha (MA) – nomes potenciais para mudar de voto. Em vão.
Leandro Mazzini
O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, deu a largada, ou o pontapé, para a Operação Senatus – a Coluna cantou a bola – , que cerca inicialmente Renan Calheiros, Romero Jucá e o ex-senador José Sarney – sem mandato, ele é alvo da Justiça comum.
A canetada agora está com o ministro do STF Teori Zavascki. E tem mais gente na mira.
Leandro Mazzini
Ex-vice-líder do enterrado Governo de Dilma Rousseff na Câmara, o deputado federal Sílvio Costa (PTdoB-PE) foi visto em almoço com o senador Romário (PSB-RJ) em um restaurante conhecido de Brasília há dias (foto).
No cardápio, entre outros assuntos, a tentativa de convencer o senador a votar pela absolvição da presidente afastada no plenário do Senado, no processo do impeachment dela.
DISPUTA NO RIO
Mas não há certeza de que Romário ficará no Senado. Ele pode se licenciar da Casa para disputar a prefeitura do Rio de Janeiro – embora notícias dos bastidores apontem um acordo com o prefeito Eduardo Paes, pelo qual Romário continua no Senado e não prejudica a candidatura do secretário Pedro Paulo Carvalho, o escolhido pelo prefeito para sucedê-lo.
Seu suplente é o comunista carioca João Batista de Lemos – que daria voto certo à presidente Dilma. Vale lembrar que Michel Temer está no cargo, hoje, por um voto de vantagem no plenário da Casa Alta. PT e PMDB disputam nos bastidores voto a voto dos parlamentares.
Nesta quinta (2), o senador Marcelo Crivella, que segundo pesquisas lidera a disputa, pediu licença do Senado por 122 dias.